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Artigo – Mês de Combate à Aids

Hoje, a doença causa cerca de 15 mil mortes por ano no país. Portanto, precisamos falar sobre o assunto

01 de dezembro de 2019

*Por Silvia Dartora

Realizar campanhas para sensibilizar a população sobre a doença e lembrar da importância da prevenção são atitudes cada vez mais importantes e nós precisamos disseminar essas informações. Apesar de toda divulgação e investimento, os indicadores ainda mostram um número grande de pessoas sendo contaminadas pelo HIV. O mais recente relatório do Programa da Organização Mundial da Saúde sobre Aids (Unaids) mostra que o número de pessoas que vivem com Aids no Brasil aumentou 18% entre 2010 e 2015. Hoje, a doença causa cerca de 15 mil mortes por ano no país. Portanto, precisamos falar sobre o assunto.

HIV é a sigla, em inglês, para definir o vírus da imunodeficiência humana, que é o vírus que transmite a Aids. Na verdade, ser portador do vírus HIV é diferente de ter a doença Aids. A pessoa pode estar contaminada e viver durante muitos anos sem desenvolver sintomas de doença, mas, mesmo assim, ela pode transmitir o vírus. Por isso, “quem vê cara, não vê Aids”. Além disso, com os tratamentos disponíveis hoje, grande parte dos soropositivos não desenvolvem a doença, desde que façam o tratamento e acompanhamento de forma adequada.

Quando se manifesta como doença, a Aids afeta o sistema imunológico, ou seja, o sistema de defesa do organismo, fazendo com que infecções que poderiam ser simples se tornem quadros graves. Após a contaminação pelo HIV, estes sintomas podem levar mais de 10 anos para surgir. Lembrando que durante este período, a pessoa infectada pode transmitir o vírus.

O HIV pode ser transmitido através de relações sexuais sem proteção, contato com sangue contaminado ou de mãe para filho, durante a gestação, parto ou amamentação. Mas é importante dizer como não se pega a doença: não se pega em um abraço, em um aperto de mão, usando o mesmo copo ou talheres, muito menos tomando chimarrão juntos.

A principal forma de prevenção é o uso de preservativo em todas as relações sexuais. O teste que detecta a doença é recomendado caso a pessoa tenha passado por uma situação de risco como sexo sem proteção ou compartilhamento de seringas. E, indiferente a estas situações, gestantes sempre devem fazer o teste. Crianças ou adolescentes menores de 14 anos precisam de autorização ou acompanhamento para a realização do teste. A partir dessa idade, a pessoa não precisa ser acompanhada, conforme Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e as normativas do Ministério da Saúde.

O teste é feito pela coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais, que são solicitados pelo médico e realizados em laboratórios de análises clínicas, e também os testes rápidos. Este último detecta os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. O teste rápido realizado atualmente também avalia outras infecções sexualmente transmissíveis, como a Sífilis, a Hepatite B e a Hepatite C. 

Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros Especializados. Se você não sabe onde ficam estes locais, ligue para a Secretaria de Saúde da sua cidade e questione. Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. 

A infecção pelo HIV só pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue, por isso, pode demorar um pouco. Esse período é chamado de janela imunológica.

Estamos no Dezembro Vermelho. Momento importante do ano para lembrar como é importante a prevenção. É fundamental fazer o teste para saber se você está contaminado pelo HIV e, assim, iniciar o acompanhamento, tratamento especializado e seguir as recomendações médicas. Todas essas iniciativas aumentam a expectativa de vida e contribuem para a melhora da qualidade de vida do soropositivo. Previna-se, faça o teste e compartilhe essas informações!

*Médica do Espaço AIS da Unimed, especialista em Medicina de Família e Comunidade e Medicina do Trabalho

Categoria: Unimed VTRP