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REAJUSTE 2022

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 15,5% o percentual máximo para reajuste anual dos planos individuais e familiares. Ele passa a valer a partir do aniversário do seu contrato.

 

É importante lembrar que, em 2021, o reajuste foi negativo, de 8,19% nas mensalidades. Tanto o índice de reajuste de 2021, quanto o de 2022 tiveram forte impacto da pandemia de Covid-19. Dessa forma, conforme a ANS, “não se pode analisar o percentual calculado para o reajuste de 2022 sem considerar o contexto e os movimentos atípicos no setor de planos de saúde nos últimos dois anos”.

 

O índice de reajuste dos planos individuais reflete o comportamento das despesas assistenciais no ano anterior. Logo, em 2020, com a redução da frequência de utilização, a ANS definiu um reajuste negativo. Em 2021, com a retomada gradativa da utilização dos serviços de saúde e o aumento dos custos no setor, o índice autorizado retratou esse aumento de despesa.

 

Entenda melhor na arte abaixo:

 

AUMENTO-REAL

 

É importante salientar ainda que, em 2022, os custos sofreram a influência do maior período inflacionário desde 2003.

 

Sendo assim, conforme a ANS, “o reajuste acumulado de 15,5% em 2022 com o reajuste de -8,19% em 2021 equivale ao aumento de 2,97% por ano nesses dois anos de pandemia de Covid-19“.

 

O valor de 2,97% ao ano de reajuste real equivale a média ponderada para aplicação do índice de 2020 até 2022.

 

 

Orientação para clientes com aniversário de contrato em maio e junho

 

Quem tem aniversário do plano em maio e junho, receberá a cobrança de valores retroativos. No caso do aniversário do plano em maio, serão duas cobranças, como no exemplo abaixo:

 

 

 

ANIV-MAIO

 

 

Para quem tem o aniversário do plano em junho, haverá apenas uma cobrança retroativa, que será realizada em julho, como mostra o exemplo abaixo:

 

 

ANIV-JUNHO

 

Transparência no cálculo do reajuste anual dos planos familiares

 

Para definir o reajuste anual dos planos familiares, a ANS utiliza uma metodologia de cálculo transparente, estabelecida pela Resolução Normativa nº 441/2018, que permite ao setor e toda a sociedade estimar o índice com base na variação dos gastos assistenciais divulgados periodicamente.

 

Confira no vídeo abaixo como funciona esta metdologia de reajuste:

 

 

 

E quando o valor do meu plano será reajustado?

 

 

Isso depende do aniversário e da vigência do contrato do seu plano. Você identifica esta informação no seu cartão Unimed, como na figura abaixo:

 

 

 

Cartao-Unimed-Vigencia-dez-2014

 

No caso deste exemplo, o cliente terá seu reajuste na mensalidade a partir de dezembro.

 

 

Como existem alguns casos onde o aniversário do plano já passou, como as vigências de maio e junho, é importante identificar corretamente a vigência do seu plano para saber exatamente quando o reajuste anual será aplicado em sua mensalidade.

 

 

 

Histórico dos últimos 3 anos

 

Anualmente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa o índice máximo de reajuste a ser aplicado pelas operadoras de planos de saúde nos contratos de planos individuais e familiares. Desde 2019, a metodologia do cálculo combina a variação das despesas assistenciais com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – retirando-se deste último o item Plano de Saúde.

 

Esse modelo baseia-se diretamente no segmento de planos individuais e tem um componente que transfere a eficiência média das operadoras para os beneficiários, resultando na redução do índice de reajuste. Os dados enviados pelas operadoras são auditados e a base é pública, conferindo, assim, maior transparência e previsibilidade.

 

O histórico do reajuste dos últimos três anos é:

 

  • 2022 = 15,5%
  • 2021 = -8,19
  • 2020 = 8,14%

 

O histórico completo, com os valores aplicados nos reajustes desde o ano de 2000, pode ser acessado neste endereço.

 

 

 

Ainda fiquei com dúvida. Com quem eu posso falar?

 

Entre em contato com o nosso SAC 24h pelo Whatsapp ou telefone 0800 051 11 66. Você pode também enviar um e-mail para sac@unimedvtrp.com.br.

 

 

 

 

FAQ – Perguntas e respostas para entender o reajuste

 

1 – Por que são aplicados reajustes nas mensalidades dos planos de saúde?

 

O reajuste anual por variação de custos é a atualização dos valores das mensalidades dos planos frente à variação dos custos da prestação do serviço. Os reajustes são necessários para que as mensalidades acompanhem as variações no preço e na quantidade dos procedimentos realizados. Ele garante equilíbrio na relação contratual, permitindo a continuidade da cobertura ao longo do tempo.

 

 

2 – Por que o percentual de reajuste dos planos individuais ou familiares está mais alto este ano?

 

O novo índice reflete as despesas assistenciais ocorridas em 2021 em comparação à queda registrada pelo setor no ano de 2020, em virtude da pandemia de Covid-19. Em 2021, os gastos em saúde alcançaram patamares próximos ao ano de 2019, período prépandemia. O cálculo se baseia na utilização de um ano para o outro, ou seja: comparamos os 12 meses de uso de 2021 aos 12 meses de uso de 2020.

 

Dessa forma, quando comparamos o uso e os custos que o setor apresentou em 2021, dentro de seus parâmetros históricos, ao ano de 2020, que registrou uma acentuada redução na utilização dos planos de saúde, a diferença parece ser maior.

 

 

3 – Como foi realizado o cálculo para se chegar a esse percentual?

 

O percentual máximo de reajuste que pode ser aplicado aos planos individuais ou familiares é definido através de cálculo que combina o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), retirando-se deste último o subitem Plano de Saúde.

 

O IVDA reflete a variação das despesas com atendimento aos beneficiários de planos de saúde, enquanto o IPCA incide sobre custos de outras naturezas, como despesas administrativas.

 

Na fórmula, o IVDA tem peso de 80% e o IPCA de 20%. Este ano, os custos acabam sendo impactados pela inflação, já que estamos vivendo o maior período inflacionário desde 2003. Mas, não só isso. O custo final do plano de saúde também é influenciado por fatores como o aumento da frequência de uso.

 

 

4 – Quem está sujeito ao reajuste de planos individuais ou familiares?

 

O índice de reajuste autorizado pela ANS é aplicável aos planos de saúde médicohospitalares individuais ou familiares contratados após 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98.

 

 

5 – Quando o índice de reajuste é divulgado e aplicado pelas operadoras?

 

A decisão sobre o percentual é publicada no Diário Oficial da União. A partir de então, o índice deve ser aplicado pela operadora a na data de aniversário do contrato (mês de contratação do plano). O percentual é valido para aplicação no período de maio até abril do ano seguinte.

 

 

6 – Pode haver aplicação retroativa?

 

A aplicação do percentual de forma retroativa só é permitida caso a defasagem entre a aplicação do reajuste e o mês de aniversário do contrato seja de até dois meses, devendo esta ser diluída pelo mesmo número de meses da defasagem. Sempre que a divulgação do índice ocorrer, as operadoras poderão retroagir a cobrança até o início do período de aplicação, desde que essa cobrança se inicie em até dois meses da publicação do índice. Em ambos os casos a operadora deverá diluir a cobrança pelo mesmo número de meses.

 

 

7 – Que informações a operadora deve prestar ao consumidor no boleto de pagamento?

 

Deve ser informado no boleto de pagamento: o índice autorizado pela ANS; o nome, o código e o número de registro do plano; o mês previsto para o próximo reajuste; e o número do ofício de autorização da ANS.

 

 

8 – Como é calculado o reajuste dos planos individuais/familiares?

 

Desde 2019, a ANS adota uma nova fórmula de cálculo do percentual máximo de reajuste anual que pode ser aplicado pelas operadoras às mensalidades dos planos individuais ou familiares. A atual metodologia representa uma forma mais eficiente e transparente de cálculo e reflete com a maior precisão possível os custos em saúde. O cálculo combina o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), retirando-se deste último o subitem “Plano de Saúde”.

 

O IVDA reflete a variação das despesas com atendimento aos beneficiários de planos de saúde, enquanto o IPCA incide sobre custos de outras naturezas, como despesas administrativas. Na fórmula, o IVDA tem peso de 80% e o IPCA de 20%.

 

O IVDA tem três componentes: a Variação das Despesas Assistenciais (VDA), a Variação da Receita por Faixa Etária (VFE) e o Fator de Ganhos de Eficiência (FGE) – estes dois últimos componentes funcionam como redutores do índice, pois são descontados da VDA.

 

A VFE deduz a parcela da variação das despesas das operadoras que já é recomposta pelos reajustes por mudança de faixa etária e o FGE é um índice de eficiência apurado a partir da variação das despesas assistenciais.

 

 

9 – Onde encontro os dados que são utilizados no cálculo do reajuste dos planos individuais ou familiares?

 

A atual metodologia de cálculo dos reajustes de planos individuais ou familiares traz mais transparência e previsibilidade para o cálculo do reajuste, sendo possível realizar simulações através dos dados disponíveis no Portal Brasileiro de Dados Abertos e no site da Agência. Desde 2021, além da publicação das bases de dados, a ANS disponibiliza um caderno na linguagem R (linguagem de programação largamente utilizada por analistas de dados/estatísticos) que documenta passo a passo o cálculo da variação das despesas assistenciais a ser utilizada no cálculo do percentual máximo de reajuste dos planos individuais ou familiares e permite a replicação do cálculo pelo público em geral.

 

 

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