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02 de maio de 2017

Andar a cavalo sempre foi uma das maiores paixões de João Cláudio Nunes. No auge dos 40 anos de idade, ele viu sua rotina mudar completamente devido a complicações de saúde. O que antes parecia tarefa fácil, como cavalgar e cuidar dos animais em sua propriedade, tornou-se um empecilho na vida do pai de três filhos. Diagnosticado com diabetes há 23 anos, Nunes sempre adotou cuidados especiais com a saúde. Usava insulina para controlar as altas taxas de glicose no organismo e fazia consultas regulares com o médico. Porém, ao completar 41 anos, ele notou algumas alterações no corpo. Após alguns exames, o resultado: baixo funcionamento dos rins.   Blog Unimed Doe Orgãos A partir daí, ele iniciou as sessões de hemodiálise (processo que limpa e filtra o sangue através de uma máquina, fazendo o papel do rim). Durante o tratamento, uma esperança de retomar seus afazeres ressurgiu: a possibilidade de fazer um transplante de rins. Foi quando ele entrou na fila de espera para a doação de órgãos. Ele seguiu o tratamento durante cinco anos com a esperança de encontrar um doador. “Tive apoio de toda minha família, meus filhos, minha esposa Claudia e meus quatro irmãos. A força e o carinho deles foram essenciais para que eu seguisse acreditando”, diz. Com a saúde debilitada, ele não podia mais esperar. Foi então que duas irmãs colocaram-se à disposição para doar. Para a sua felicidade, uma delas era 100% compatível e estava em boas condições de saúde. Ela decidiu compartilhar, além do amor, um pedaço de si com o irmão. A cirurgia ocorreu em março de 2013. Hoje, quatro anos depois, ele comemora. “Minha vida mudou completamente”, sorri. O incentivo à doação de órgãos já faz parte das intenções da família. “Meus filhos querem ser doadores, isso me orgulha muito. A dica que eu deixo é essa: quem puder, doe. É um ato solidário e que pode salvar uma vida, como a minha”, resume. Agora, aos 50 anos de idade, João Claudio Nunes volta a sorrir e retoma uma de suas maiores paixões. Passa horas em cima do cavalo, laçando em rodeios e vivendo a rotina que sempre desejou.   Família_João Cláudio Após o transplante, João Cláudio Nunes retomou sua rotina ao lado da família. na imagem, a comemoração da formatura da filha mais velha, em janeiro de 2017   Como doar órgãos em vida? Assim como aconteceu com João Claudio Nunes, a doação de órgãos, seja em vida ou por meio de doadores falecidos, é uma excelente opção de tratamento para pessoas com doenças graves, que comprometam de forma irreversível o funcionamento de órgãos e tecidos. Quando isso acontece, a substituição do órgão afetado por outro saudável pode ser decisivo para a manutenção da vida. Conforme explica a médica nefrologista da Unimed VTRP, Cynthia Caetano, podem ser doados, em vida, um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão, medula óssea e pele. A pessoa que se candidata para ser um doador de órgãos e/ou tecidos precisa passar por uma minuciosa avaliação de saúde. Os cuidados indicados para o doador em vida são parecidos com as recomendações gerais para uma vida saudável, ou seja, ter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e prevenir a obesidade. Hoje, no Brasil, mais de 40 mil pessoas estão na fila de espera para um transplante. A nefrologista afirma que a resistência por parte das famílias é um dos fatores que contribui para que o número seja tão expressivo. órgãos fale sua familia blog unimed vtrp1 Quais os trâmites legais para a doação? Para ser doador em vida, existem duas legislações específicas, uma para a doação de órgãos (rim e parte do fígado) e outra para doação de tecidos (medula óssea). A doação de órgãos no Brasil só é autorizada em benefício de familiares ou cônjuge. Nos demais casos, é necessário autorização judicial. Já para o processo de doadores falecidos, a doação somente poderá ocorrer em casos de morte cerebral e, por isso, depende da autorização de familiares. Portanto, é importante informar à família sobre a intenção de doar.  


Quer ler a história completa de João Claudio Nunes e conferir os gráficos com os números de doações de órgãos no Brasil? Clique aqui e leia a matéria completa na edição de abril de 2017 da revista Simples Assim, publicação organizada pelo Marketing da Unimed VTRP.


 

Categoria: Atividade Física