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Queimadura de limão é perigosa: conheça os cuidados para evitá-la no dia a dia

As manchas e os ferimentos na pele após contato com frutas ácidas e exposição ao sol – as fitofotodermatoses – precisam de cuidados especiais, mas preveni-las é o caminho mais fácil

07 de fevereiro de 2020

Sabe aquele conselho que as pessoas mais velhas costumam dar sobre o cuidado de não manipular limão e sair ao sol? Ele faz todo o sentido. Quando a pele tem contato com alguns alimentos e, em seguida, com o sol, podem surgir manchas e queimaduras. São as fitofotodermatoses, manifestações que aparecem na pele devido ao contato com agentes fotossensibilizantes e exposição à radiação solar.

O limão é apenas um dos alimentos que pode causar essas manchas e queimaduras. O problema é causado pelas furocumarinas (psoralênicos), presentes em alguns alimentos, sobretudo nas frutas ácidas, e em plantas, perfumes, refrigerantes e cosméticos. Quando há exposição ao sol, após o contato com essas substâncias, podem surgir as manchas e queimaduras.

É no verão que aumentam os casos de fitofotodermatoses. O contato com frutas ácidas no preparo ou ingestão de sucos ou caipirinhas na piscina ou praia, sem o devido cuidado de lavar bem as mãos e ao redor da boca em seguida, é o principal motivo para que muitas pessoas precisem procurar um dermatologista. Além do limão, laranja, tangerina, abacaxi, kiwi e caju, as furocumarinas são encontradas também na cenoura, figo, salsinha, arnica, hibisco, arruda e canela.

As fitofotodermatoses são caracterizadas por lesões avermelhadas, geralmente em formato linear, que aparecem mais em regiões de pele descobertas pelas roupas, como mãos, pés, colo e lábios, podendo até formar bolhas. Também é comum que haja ardência, dor e coceira no local da reação. Os sintomas podem surgir em até 48 horas após a exposição solar.

Cuidados necessários

Caso surjam manchas pelo contato com essas frutas ou outros produtos que contenham furocumarinas com a pele, a orientação médica é lavar bem a região atingida com água e sabão neutro, aplicar protetor e evitar que haja nova exposição ao sol. Soluções caseiras, como gelo e creme dental, água do mar e esfoliação são totalmente contraindicadas. O ideal é procurar um dermatologista que poderá avaliar a situação e prescrever o melhor tratamento, que geralmente é feito com medicamentos aplicados diretamente no local afetado. A hidratação da pele também é indicada para auxiliar na recuperação.

Como o melhor caminho é a prevenção, especialistas sugerem atenção redobrada ao manipular alimentos, plantas e produtos que podem causar as fitofotodermatoses. Além disso, vale lembrar que não é apenas o limão que requer atenção. É recomendado lavar muito bem as mãos e as outras regiões do corpo que tiveram contato com tais substâncias antes de sair ao sol. Vale reforçar também que não se deve passar perfume para ir à praia ou piscina.

Outro cuidado que não deve ser deixado de lado no cotidiano é o uso de protetor solar. Até mesmo em dias nublados, o produto deve ser aplicado nas regiões expostas, como rosto e mãos, por exemplo. Após contato com a água, ele deve ser reaplicado.

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Nove de Julho e Sociedade Brasileira de Dermatologia