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Nutrição gestacional: cuide desde cedo do seu bebê

Especialista orienta como manter uma alimentação equilibrada durante a gestação e revela de que forma ela afeta a saúde da mãe e do filho

09 de agosto de 2021

A gestação é uma fase que causa mudanças para o corpo da mulher, especialmente as físicas. Durante esse período, a perda ou o excesso de peso são notados com mais facilidade, transformação que pode ocasionar importantes alterações à saúde da mãe e da criança. Por isso, durante a gravidez, é importante que as mulheres mantenham uma alimentação saudável e balanceada, e apostem no maior consumo de nutrientes.  

De acordo com a nutricionista da Unimed VTRP, Nádia Jacobsen, no decorrer da gestação as necessidades maternas aumentam afim de melhorar o metabolismo da mãe e apoiar o desenvolvimento do bebê. É por meio da alimentação, por exemplo, que se asseguram as reservas biológicas necessárias ao parto, pós-parto e garante o substrato para o período de lactação.  

“As recomendações alimentares devem ser adaptadas a cada mulher, considerando-se as diferenças individuais. Desta forma, aconselha-se a adoção de um estilo de vida saudável, que deve iniciar mesmo antes da gravidez, para otimizar a saúde da mãe e reduzir o risco de complicações e de algumas doenças no bebê”, destaca Nádia. 

A nutricionista sugere que as mulheres façam, em média, seis refeições por dia, sendo elas o desjejum, a colação, o almoço, lanche, jantar e a ceia. O intervalo entre um e outro prato é de três horas, mas “isso também vai depender da história clínica e das necessidades individuais da gestante”. 

De modo geral, uma dieta saudável inclui alimentos fontes de energia, vitaminas e sais minerais. Todos elementos são obtidos por meio do consumo de vegetais, legumes, frutas, carnes, peixes, ovos, leguminosas, cereais, entre outros.  

Outro ponto importante é atentar para o consumo de proteínas, que aumenta devido a formação da placenta, crescimento dos tecidos uterinos e desenvolvimento do feto. “A recomendação da oferta proteica para gestantes é de 60g/dia, sendo que pelo menos 50% seja de proteínas de alto valor biológico”, explica. 

As principais fontes de proteína são: 

  • Origem animal: carne, pescado e ovos 
  • Laticínios: leite, queijo e iogurte 
  • Leguminosas verdes e secas: feijão, grão de bico, ervilhas e lentilhas 

O ácido fólico e o ferro também devem ser considerados na rotina alimentar, para reduzir o risco de malformações do tubo neural do bebê. Estas substâncias podem ser encontradas em frutas, vegetais, legumes, cereais integrais, leguminosas, carnes e ovos. 

E é claro que a hidratação não pode ficar de fora do dia a dia, visto que a grávida acumula entre seis e nove litros de água durante a gestação. “A ingestão adequada de líquidos durante a gravidez é de 3 litros/dia, isso inclui o consumo de outras bebidas (leite e sucos naturais) e alimentos ricos em água, como sopas, saladas e frutas”, explica Nádia.  

Quais alimentos evitar na gestação? 

É importante salientar que as gestantes têm necessidades específicas que dependem de vários fatores, incluindo o trimestre em que elas se encontram. No entanto, alguns alimentos devem ser evitados em todas as fases, tais como: 

  • Excesso de sal – A utilização deve ser restrita a, no máximo, 2g/dia. Em alternativa, pode ser orientado o uso de ervas aromáticas, como o orégano, a salsa, cebolinha, o coentro, tomilho e manjericão.  
  • Carnes, peixes e ovos crus 
  • Caldos industrializados 
  • Molhos e temperos prontos 
  • Aperitivos salgados 
  • Frituras 
  • Enlatados 
  • Embutidos 
  • Adoçantes a base de sacarina e ciclamato 
  • Bebidas alcoólicas – Isso porque a mãe pode sofrer com síndrome alcoólica fetal, que combina dismorfismo facial, retardo de crescimento e comprometimento do sistema nervoso central, levando a deficiência intelectual. 
  • Excesso de cafeína 

Os cuidados com higiene e manipulação dos alimentos também devem ser rigorosamente orientados, a fim de evitar contaminações. Uma das mais comuns, principalmente nos primeiros dois trimestres da gestação, é com o vírus toxoplasmose, que ocasiona aborto espontâneo, nascimento prematuro, morte neonatal ou sequelas severas no feto. 

Em busca do peso ideal 

Independente da fase gestacional, as mulheres devem buscar a ajuda de especialistas para obter as sugestões adequadas a sua realidade e condição física. Afinal, cada corpo é único e nem sempre o peso para uma mamãe será o ideal para a outra.   

Por via de regra, o ganho de peso na gestação deve ser suficiente para promover o desenvolvimento fetal completo e também para armazenar nutrientes adequados no organismo materno para o aleitamento. Isso dependerá do Índice de Massa Corporal (IMC), antes de engravidar. 

E após a gestação, como manter a nutrição? 

Mesmo após o nascimento do bebê, alguns cuidados são necessários com o cardápio, pois a produção do leite exige a ingestão de calorias e líquidos além da quantidade habitual. “Por isso, durante o período de amamentação, costuma-se haver aumento do apetite e da sede da mulher e também algumas mudanças nas preferências alimentares”, esclarece Nádia. 

Acredita-se que um consumo extra de 500 calorias por dia seja o suficiente, pois a maioria das mulheres armazena, durante a gravidez, de 2kg a 4kg para serem usados na lactação.   

Faz parte das recomendações para uma alimentação adequada durante a lactação os seguintes itens:   

• Consumir uma dieta variada, incluindo pães e cereais, frutas, legumes, verduras, derivados do leite e carnes;  

• Consumir três ou mais porções de derivados do leite por dia;   

• Esforçar-se para consumir frutas e vegetais ricos em vitamina A;   

• Certificar-se de que a sede está sendo saciada;   

• Evitar dietas que promovam rápida perda de peso (mais de 500g por semana);  

• Consumir com moderação café e outros produtos cafeinados.   

Oficina Culinária de Nutrição Gestacional

Pensando no bem-estar das futuras mamães, a Unimed VTRP realiza, nos dias 28 de setembro e 07 de dezembro, duas oficinas culinárias para gestantes. A proposta é criar um espaço de trocas, motivação e estímulo à alimentação saudável, com a prática de receitas nutritivas e saborosas. 

Nos encontros, as gestantes vão aprender pratos que podem ser inseridos na rotina alimentar, como lanches saudáveis, receitas para quem tem diabetes gestacional e intolerâncias alimentares, bem como propostas para incrementar os chás de fralda e de revelação. 

As atividades ocorrem online, às 19h. Para participar, inscreva-se no nosso calendário de atividades

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