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Viver Bem na Escola: Veja como foi a mesa redonda discute limites e liberdades

Evento aconteceu na noite desta quarta-feira, na sede da Unimed VTRP, em Lajeado

07 de junho de 2019


A Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) promoveu nesta última quarta-feira, 05/06, uma atividade que mobilizou mais de uma centena de pessoas para uma tema fundamental atualmente. O encontro, que fez parte das atividades do Programa Viver Bem na Escola, teve como ponto de partida da discussão a temática: “Preparando os jovens para o futuro: como equilibrar os limites e a liberdade?”. A atividade foi realizada no Auditório 1 da Sede da Unimed VTRP, em Lajeado.

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O assunto, dúvida recorrente de pais e educadores, teve como umas das atrações o diretor do Foro da Comarca de Lajeado, juiz de Direito Luis Antônio de Abreu Johnson. A mesa redonda ainda contou ainda com os especialistas no tema do Programa Viver Bem na Escola, da Unimed VTRP: a psicóloga Daniela Graef, o psiquiatra Jesus do Couto e a ginecologista Letícia Leite. A mediação foi realizada pelo psicólogo Fernando Elias José.

A Diretora de Desenvolvimento da Unimed VTRP, médica Cynthia Caetano fez a fala de abertura, chamando atenção da importância de se falar sobre a liberdade e os limites para crianças e adolescentes. “Estamos percebendo a cada dia muitas transformações. Cada pessoa que está aqui tem uma oportunidade rara de enxergar a complexidade do período que vivemos, e o que podemos fazer para melhorar nossas relações com os filhos ou alunos”, afirmou.

 

A abertura do painel ficou por conta da psicóloga Daniela Graef. Ela chamou atenção para algo muitas famílias estão deixando passar desapercebido. “A evolução da sociedade está exigindo novas configurações familiares. A sociedade mudou e a família também mudou. O desenvolvimento humano, no entanto, permanece, e muito acelerado. Vivemos tempos onde há excesso de informação e carência de educação. Excesso de virtual, e carência de contato presencial. Excesso de compromissos e carências de bons hábitos. Excesso de oportunidades e carência de realizações. E, algo que é muito sério: excesso de idolatria da infância, e carência de regras e enfrentamento das frustrações”, alertou.

 

A médica cooperada da Unimed VTRP Letícia Leite, por sua vez, trouxe reflexões e um alto grau de preocupação com relação aos altos riscos do uso de álcool entre os adolescentes. “É um período onde o corpo passa por transformações quase que diária. A neurociência entende que a completa maturidade do lobo pré-frontal, que nos permite controle da impulsividade e influencia diretamente na tomada de decisões baseadas em causa e efeito, se dá enter os 20 e os 30 anos. Pensem no quão nocivo é o consumo de álcool entre adolescentes de 13, 14, 15 anos, que estão vivendo essas mudanças, e que quando ficam sob efeito da substância, perdem completamente o pouco discernimento que carregam em suas consciências. Tem uma gíria muito usada pelos jovens hoje, o famoso ‘deu PT’, ou seja, ‘deu perda total’. Vocês podem imaginar o tamanho dos riscos e perigos aos quais eles ficam expostos em um momento de ‘perda total’?”, questionou.

 

O psiquiatra cooperado da Unimed VTRP Jesus Couto finalizou a parte inicial do painel fazendo um alerta que suscitou diversos questionamentos por parte da plateia. “Há um perigo real, e ele é gravíssimo. O consumo em quaisquer níveis de álcool durante a adolescência tem impactos diretos e muito negativos no desenvolvimento cognitivo dos adolescentes. Funciona assim, na cabeça do jovem. Todos os comportamentos que são reforçados por uma recompensa tendem a ser

repetidos e aprendidos. O uso de álcool e outras drogas de abuso também estimulam esse sistema, muitas vezes gerando um prazer muito mais intenso do que as funções naturais. No início da adolescência há um grande número de sinapses. Quando se inicia a transição para a fase adulta, ocorre uma morte programada de sinapses, que refina as conexões. E é ai que a situação fica muito séria” alertou.

 

“A perda de algumas sinapses, e a consolidação de outras, acontece de acordo com o uso destas substâncias. Sinapses usadas com frequência são reforçadas, enquanto as que deixam de ser usadas são perdidas. As opções feitas nessa fase da vida ajudarão a formar o cérebro do adulto. E quando o cérebro precisa de experiências cada vez ‘mais intensas’, que estimulam mais a liberação de dopamina para nos fazer sentir prazer por meio das drogas, o caminho para o vício está trilhado, e ele é muito difícil de ser superado”, finalizou Couto.

 

Coube ao convidado especial da noite, o juiz Luis Antônio de Abreu Johnson, fazer a ligação entre as questões de saúde e convivência com as leis que regem nossas relações. “Preciso parabeinzar todos pais, educadores e professores que estão aqui. Vocês estão buscando soluções para problemas que estão em nossas casas, em nossas escolas, em nossas vidas; O poder econômico do tráfico de drogas é algo que foge do nosso entendimento. É algo que vai muito além de fronteiras, de limites de estados ou municípios. Nós vivemos na melhor região do País, mas a ameaça das drogas e das facções está nas ruas, e nas escolas. E quando falo escolas, falo em instituições públicas e privadas de Lajeado. Protejam seus filhos”, finalizou.


Imprensa Unimed VTRP

Fonte: AI – Unimed VTRP

Categoria: Unimed VTRP