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Simpósio discute oncologia e medicina do futuro em Santa Cruz do Sul

Programação dirigida ao público médico regional foi promovida pela Unimed VTRP com apoio do Sescoop/RS: Sistema Ocergs

04 de dezembro de 2018

Cynthea Caetano (Diretora de Desenvolvimento da Unimed VTRP), Stephen Doral Stefan (Coordenador Científico da Clínica de Oncologia Unimed), Pedro Schestatsky, Bruna Fischer (Coordenadora Técnica da Clínica de Oncologia Unimed), Carlos Rech (Diretor de Marketing da Unimed VTRP) e Neori Gusson (Vice-presidente da Unimed VTRP)

Santa Cruz do Sul recebeu na noite da última quinta-feira, 29/11, médicos e profissionais da saúde da dos Vales do Taquari, Rio Pardo e Região do Jacuí para discutir dois temas fundamentais na saúde do presente: a oncologia e a medicina do futuro. Ambos os assuntos nortearam as discussões do 9º Simpósio de Medicina e Oncologia, realizado no Hotel Águas Claras. Cerca de 80 pessoas prestigiaram a programação, que estendeu seus debates até por volta das 22h.

A atividade contou com a presença de duas grandes autoridades nos temas do evento. Uma delas foi conduzida pelo coordenador científico da Clínica de Oncologia Unimed, de Santa Cruz do Sul, o oncologista Stephen Doral Stefani. Membro de inúmeras comunidades científicas internacionais como a American College of Physicians (ACP), da American Society of Clinical Oncology (ASCO) e da International Society of Pharmacoeconomics and Outcome Research (ISPOR), Stefani é reconhecido no Brasil e no exterior, e presta consultoria na área para inúmeras instituições. Ele lembrou que Santa Cruz do Sul conta com serviços de muita qualidade na área da oncologia, um ponto muito positivo para a região. Além da própria Clínica de Oncologia Unimed, existem serviços com o Centro de Oncologia Integrado (COI), do Hospital Ana Nery, que, juntos, atendem centenas de pessoas por ano.

“São referências reconhecidas em todo o estado, oferecendo tratamentos tão bons quanto em qualquer lugar do mundo, com profissionais extremamente qualificados e com muita ética em suas práticas. Isso atrai projetos importantes de pesquisa. Hoje, Santa Cruz do Sul contribui ativamente para a construção do conhecimento técnico dos médicos quando o assunto é oncologia”, argumentou.

 

CÂNCER: PRINCIPAL CAUSA DE MORTE EM 2030

Stefani trouxe ao debate perspectivas que estão sendo discutidas em diversos lugares do mundo no universo da oncologia. Desafios que são compartilhados por instituições privadas e públicas. “O câncer será a principal causa de morte no mundo até 2030. Estamos preparados para lidar com esta realidade?” questionou. “A Organização Mundial da Saúde recomenda que se fale sempre que possível no assunto, pois quanto mais a população tenha conhecimento, mais as pessoas buscarão prevenção e tratamentos melhores. Isso diminui o sofrimento de pacientes e das famílias envolvidas”, pontuou.

O especialista lembrou ainda a importância de buscar informações em fontes confiáveis, que tenham compromisso com a difusão de notícias corretas sobre o tema. “Atualmente, as fake news atrapalham muito a área da saúde, pois mitos e tratamentos sem nenhuma eficácia comprovada são compartilhados pelas redes sociais, e muitas pessoas acreditam nestas notícias falsas. Por isso, quanto mais a população tiver acesso a fontes confiáveis, mais vai desconfiar dos boatos” argumentou.

 

MEDICINA DO FUTURO PARA SALVAR VIDAS

A outra fala inspiradora da noite foi conduzida pelo neurologista Pedro Schestatsky. Ele trouxe logo na partida um dado alarmante: atualmente morrem mais de 5 milhões de pessoas ao ano por doenças crônicas evitáveis. “Essas mortes não aconteceriam se a medicina do futuro fosse o presente”, garantiu o painelista, que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e fundador da LifeLab, programa de precisão que diagnostica doenças em fase pré-sintomática.

Schestatsky mostrou, com exemplos do dia a dia, como a longevidade sempre foi um desafio para a ciência. Para o especialista, existem cinco limitações da medicina atual, as quais ele chama de oportunidades que devem ser vencidas para transformar a medicina do futuro em medicina do presente. São elas o foco na doença; a falta de autonomia das pessoas sobre a própria saúde; a importância de distinguir o que é fundamental para a população e para cada indivíduo; o empoderamento do paciente; e a demora para colocar em prática os estudos que são realizados na academia, e que deveriam logo fazer parte da vida das pessoas.

“Hoje trabalhamos com pacientes que têm má qualidade de vida, sedentários e sem atentar para a prevenção de doenças. A medicina do futuro tem como objetivo trabalhar esse paciente para que ele alcance uma evolução, tornando-se 100% ativo, com alimentação balanceada e atividade física frequente”, afirma.

“O indivíduo devia ser o seu próprio médico, praticando a prevenção das doenças. Apesar da palavra batida, o empoderamento define o paciente da medicina do futuro. Hoje as pessoas ainda querem ser tratadas mais do que tratar a si mesmo. Os alimentos que ingerimos interferem até na nossa genética. Quem ainda não se deu conta disso, precisa buscar mudança uma mudança de hábitos imediatamente”, complementou.

 

MUDANÇA DE HÁBITOS

Após a fala dos dois médicos, houve ainda um debate onde a responsável técnica pela Clínica de Oncologia Unimed, médica oncologista e hematologista Bruna Fischer, também participou, trazendo contribuições para o desenvolvimento dos temas. “Percebemos que, seja para prevenção ou mesmo durante algum tratamento oncológico, a mudança de hábitos, que temos estimulado muito na Clínica com nossos pacientes, ganha protagonismo em busca de mais qualidade de vida”, resumiu.

O 9º Simpósio de Medicina e Oncologia foi promovido pela Unimed VTRP com apoio do Sescoop/RS: Sistema Ocergs.


AI – Unimed VTRP

Fonte: Assessoria de Imprensa Unimed VTRP

Categoria: Unimed VTRP