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Preconceito x vida: quem vence?

Novembro Azul alerta importância de exame do Câncer de Próstata

19 de dezembro de 2013

Após a ação voltada à prevenção contra o Câncer de Mama com o Outubro Rosa, a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) adere a uma nova campanha. Dessa vez, pela saúde masculina: é o Novembro Azul. E o alvo dessa vez é o Câncer de Próstata. O principal obstáculo é o preconceito com relação ao exame. A lista de ações especiais para essa adesão à iniciativa – que mobiliza o planeta neste mês – inclui selo da campanha nos pontos de atendimento, distribuição de folhetos e de fitinhas alusivas ao alerta.

O urologista Douglas Bohnenberger detalha a incidência de câncer de próstata. “É o câncer mais comum do sexo masculino, excetuando-se o câncer de pele. Ele está muito relacionado à idade. Existem algumas estatísticas que sugerem que homens que viverem até os 100 anos, praticamente 100% deles terão câncer de próstata”, informa. Além da idade, outros fatores que pesam. “Depende também da pré-disposição genética. Existem alguns fatores ambientais, de dieta, de alimentação, fatores raciais”, acrescenta.

O médico ainda indica sinais para a pessoa saber que está com o tumor. “O câncer na sua fase inicial não provoca sintomas. O indivíduo pode estar absolutamente normal e já apresentar a doença. Daí a importância da conscientização para a prevenção e o diagnóstico precoce. Na fase mais avançada da enfermidade pode haver sintomas muitas vezes comuns a outras doenças da próstata como alterações na forma de urinar. O xixi começa a vir mais lento e fino, começa a levantar mais vezes à noite e muitas vezes tem a sensação de que não consegue esvaziar bem a bexiga. Começa a urinar mais seguido. Vem a vontade e tem que ir meio rápido”, exemplifica.

A prevenção resulta na descoberta de mais cânceres em fase inicial. “Cada vez menos a gente tem encontrado numa primeira consulta um tumor muito avançado. Hoje, com os recursos que se tem, existe tratamento para todas as fases da doença, porém as chances de cura são obviamente quanto mais precocemente conseguirmos diagnosticá-la. Em determinadas situações o câncer de próstata pode levar à morte”, alerta. 

O cooperado da Unimed VTRP ressalta a idade aconselhada para um homem procurar um urologista. “É recomendável que a partir dos 45 anos já possam ser feitos os primeiros exames. Para aqueles homens que já tenham um histórico familiar, podem começar, e devem, um pouco mais cedo, já a partir dos 40 anos”, estima. Já sobre o diagnóstico, o médico lista os exames que devem ser realizados. “A recomendação hoje é um exame de sangue chamado PSA e também o exame de toque. Se fizer só o exame de PSA ou fazer só o exame de toque retal a avaliação fica incompleta”, analisa.

 

VERDADES x MENTIRAS – Ainda existem muitos mitos e resistências por parte do homem quanto ao exame de toque. “Claro que a gente ainda encontra pessoas mais resistentes. E vamos imaginar que ninguém queira fazer o exame, mas dentro do necessário é tranquilo. É um exame rápido, questão de poucos segundos, via de regra indolor. Mostra o tamanho da próstata, irregularidades, endurecimentos, nodulações”, comenta. A periodicidade que o exame deve ser feito. “A Organização Mundial da Saúde recomenda que seja feito uma vez por ano”, afirma. Ainda existem pessoas que procuram o médico pela primeira vez já coma idade muito avançada. “A gente ainda encontra, às vezes, numa primeira consulta, um homem de 70 anos que não fez qualquer tipo de avaliação e, por vezes, já com uma doença instalada”, cita.

A presidente do Instituto Nacional da Próstata (Inprost), Enilda Ferreira, ressalta que o Rio Grande do Sul é o estado campeão no número de mortes por causa de câncer de próstata. Conforme explica, a principal causa do alto número de mortalidade é a falta de prevenção motivada pelo preconceito dos gaúchos em fazer o exame preventivo. “Os homens não têm o hábito de se cuidar e não levam a sério os problemas de saúde”, lamenta. Ainda segundo Enilda, os homens estão vivendo cerca de 10 anos menos do que as mulheres por causa de doenças que não são prevenidas ou não são tratadas.

O alerta é para a população masculina e também as mulheres busquem atendimento médico e façam exames regularmente, principalmente após os 40 anos. A mulher tem grande importância na prevenção. De acordo com Enilda, são elas que motivam os homens a realizar os exames.

No Brasil, foram estimados cerca de 60 mil novos casos somente em 2012, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Entre as causas, pesquisas já listam herança genética, excesso de gordura animal na dieta e outros fatores alimentares. A dieta se baseia em verduras, produtos da soja e frutos do mar, com baixo consumo de gordura e carne animal no Extremo Oriente, onde a incidência deste câncer chega a ser dez vezes menor que no Brasil.

Além da resistência masculina, outra dificuldade no combate ao câncer de próstata é a falta de sintomas, que aparecem somente quando a doença já está em estágio avançado, ocasião em que a cura não é mais possível. O caminho para mudar esse cenário passa pela necessidade de exames periódicos da próstata. Todo homem acima dos 40 anos deve realizar o exame e ter sangue coletado para dosagem do antígeno prostático específico (PSA). Caso qualquer um deles for anormal, haverá necessidade de realizar ecografia de próstata transretal com biópsia. O exame dos fragmentos colhidos pela biópsia é o único método seguro de fazer o diagnóstico da doença.

CAMPANHA – A lista de motivos para a iniciativa da Cooperativa Médica é extensa: no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que tenhamos 60 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil neste ano.

Se o Outubro Rosa remete à cor do laço que simboliza, internacionalmente, a ação é contra o câncer de mama, no Novembro Azul, o bigode entra em cena. A fundação Movember promove um evento para conscientização e arrecadação de fundos para a luta contra o câncer de próstata e outras doenças masculinas. O nome da entidade é uma brincadeira com as palavras “moustache” ou “mo”, “bigode” em inglês, e o nome do mês.

Participantes cadastrados no site da Movember  (link disponível no www.unimedvtrp.com.br) participam de uma espécie de maratona do bigode, e podem fazer upload de fotos que registram o progresso de seus pelos faciais e histórias relacionadas a eles. O evento aconteceu pela primeira vez em 1999 na Austrália. A fundação existe desde 2004 e hoje conta com a adesão de instituições nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Dinamarca, Espanha e Grécia, entre outros países.

A iluminação rosa durante o mês voltado à prevenção feminina volta para o Novembro Azul, apenas com a mudança na cor. O objetivo é facilitar uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

Categoria: Unimed VTRP