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A Organização do Trabalho III

19 de junho de 2008

Dando continuidade ao que nos havíamos proposto na coluna anterior:

C) A exigência do tempo:

Toda atividade humana se desenvolve dentro de um quadro temporal: em um momento dado (horários), durante um certo tempo (duração da jornada), com uma certa rapidez, em uma certa freqüência e com uma certa regularidade (velocidade, cadência, ritmo).

A capacidade produtiva (rendimento) de um mesmo indivíduo pode variar ao longo do tempo (ao longo de um mesmo dia, semana, mês, ano e ao longo dos anos = variação intra-individual), assim como variar entre um indivíduo e outro (variação interindividual). Limites fixados pela empresa podem superar a capacidade de um ou vários trabalhadores, colocando em risco sua saúde, como temos visto freqüentemente no trabalho repetitivo ocasionando os distúrbios osteomusculares.

O “ideal” em qualquer situação é que não haja exigências estritas de tempo ou, se as houver, que elas levem em conta a variabilidade e os incidentes. O trabalhador não pode ser encarado como um ser indolente que se, deixado livre, irá sempre fazer pouco. Objetivos podem ser fixados, mas é imprescindível que haja margens de liberdade para que o trabalhador possa gerenciar seu tempo. É a única maneira de evitar que entre em esgotamento (físico) ou estresse emocional. Isso evidentemente está bem distante do observado na prática, e os trabalhadores têm desenvolvido lutas para que as exigências de tempo sejam mais flexíveis.

D) A determinação do conteúdo do tempo:

Em análises ergonômicas, ela permite também reestruturar tarefas ou redesenhar o arranjo físico. Por exemplo, a evidência de que uma auxiliar de enfermagem gasta tempo demais para se deslocar do posto até a enfermaria permite ao arquiteto projetar uma unidade de cuidados cuja disposição dos leitos seja ao redor do posto. A análise da tarefa de fazer cópias xerográficas permitiu detectar que grande parte do tempo era gasta colocando e retirando a página e também para colocar em ordem as folhas quando se tiravam várias cópias de um documento com mais de uma página. Assim, os desenhistas projetaram máquinas que colocavam e retiravam as folhas automaticamente. Por outro lado, criou-se o dispositivo que permite organizar os volumes prontos do documento.

A organização procura também determinar rigidamente o modo de emprego do tempo. A análise pode revelar quanto tempo se leva na execução de atividades não prescritas, mas importantes na realização da tarefa e que podem ser desconhecidas das próprias gerências. Tal é o caso dos numerosos incidentes que podem ocorrer durante uma jornada, e que requerem um certo tempo suplementar para serem resolvidos. Este tempo suplementar nunca é levado em conta quando se faz o cálculo dos tempos e movimentos.

Caros trabalhadores e empresários, é isso por hoje!

Um bom trabalho para todos, com segurança!!!

Esta alínea foi incluída para se dar conta dos trabalhos envolvendo diferentes tarefas. A determinação do conteúdo do tempo permite evidenciar o quanto de tempo se gasta para realizar uma subtarefa ou cada uma das atividades necessárias à tarefa. Uma secretária, por exemplo, pode gastar grande parte do seu tempo atendendo a telefonemas e dando informações (tarefas que não são registradas como produção, que não deixam marcas, que são invisíveis, mas que não podem deixar de ser executadas) e deixar de lado outras tarefas, como digitar um relatório. É certo que sofrerá reclamações pelo atraso na execução das atividades principais. Expressa o quanto deve ser produzido em um determinado tempo, sob imposição. Uma expressão equivalente seria “a pressão de tempo“.

Categoria: Unimed VTRP