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A Organização do Trabalho II

03 de dezembro de 2008

Dando continuidade ao que nos havíamos proposto na semana passada:

B) O modo operatório:

Caros trabalhadores e empresários, é isso por hoje!

Uma boa semana de trabalho para todos, com segurança!!!

Seria melhor dizer os modos operatórios, pois como foi explicado no tema da semana passada (as normas de produção) nunca se adota apenas um modo operatório. Eles variam de acordo com as modificações da matéria-prima, do estado dos equipamentos e das próprias condições psicofisiológicas dos trabalhadores. O modo operatório designa as atividades ou operações que devem ser executadas para se atingir o resultado final desejado, o objetivo da tarefa. Ele pode ser prescrito (ditado pela empresa) ou real (o modo particular adotado pelo trabalhador para fazer face à variabilidade acima mencionada). Uma análise ergonômica coloca em evidência os vários modos operatórios possíveis (prescritos e reais). Uma organização do trabalho mais flexível é aquela que permite que os trabalhadores desenvolvam os modos operatórios mais adequados seja ao seu estado interno ou às peculiaridades da matéria-prima ou das ferramentas. Só assim é possível que os trabalhadores integrem a variabilidade e atinjam os objetivos da tarefa. Aumentar os graus de liberdade significa permitir que haja vários modos operatórios possíveis e que possam ser adotados em situações diferentes (inclusive aquelas resultantes de variações do estado corporal). Por exemplo, ter a possibilidade de executar a tarefa em pé quando já se cansou de ficar sentado. Para isso é preciso também que o mobiliário seja concebido levando em conta os vários modos operatórios. Atualmente, há uma grande demanda pela padronização dos procedimentos e a premissa básica é que só assim se atingirá a qualidade prevista: os certificados ISO. Não discordamos que deve haver certo grau de padronização para se atingir a qualidade. Discordamos apenas que esses padrões sejam estabelecidos sem levar em conta toda a variabilidade que se enfrenta no dia-a-dia. Seria um “engessamento” da produção em que dificilmente se conseguiria atingir as metas, seja de quantidade seja de qualidade. A produção é garantida graças às habilidades dos trabalhadores de contornar os diversos incidentes que insistem em aparecer a toda hora. Na prática, temos visto os trabalhadores guardarem zelosamente na gaveta os procedimentos prescritos e continuarem a improvisar para desempenhar bem a tarefa. Eles comentam que gostariam de obedecer ao procedimento prescrito, mas que, “na prática, as coisas não acontecem como previsto“. Um exemplo do que pode acontecer caso todos resolvam obedecer cegamente a todas as regras é a “operação-padrão“. É a maneira de se emperrar o funcionamento sem entrar em greve. Basta seguir todas as normas que se torna moroso demais. É bem conhecida a operação-padrão dos controladores de vôo. Quando eles obedecem a todas as normas de segurança, há um congestionamento gigantesco. Ou seja, na prática, os vôos são controlados sem se levarem em conta “todas” as normas. A habilidade do controlador é, então, saber quais as regras podem ser infringidas sem, contudo, provocar um acidente grave. O problema é que, quando ocorre o acidente, é fácil descobrir os “atos inseguros” do controlador, pois ele os pratica rotineiramente para conseguir dar vazão ao fluxo aéreo. Concluindo, nem sempre se pode tudo prever. Mesmo as normas de qualidade podem não ser claras, assim como os meios de atingi-las, fato que leva o trabalhador a um estado constante de incerteza. Este estado pode ser agravado quando as exigências de qualidade se superpõem àquelas de quantidade.

Categoria: Unimed VTRP