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A dita ergonomia

Artigos escritos pelos Médicos do Trabalho da Unimed VTRP

16 de junho de 2009

Nas últimas cinco semanas falei sobre um dos itens da norma regulamentadora número 17 (que fala a respeito da ergonomia) e tenho recebido diversos questionamentos referentes ao que seja ergonomia.

De acordo com a Ergonomics Research Society (1949), “ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho, equipamento e ambiente e, particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos desse relacionamento”.

Já para Wisner (1987), “ergonomia é o conjunto dos conhecimentos científicos relacionados ao homem e necessários à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência”.

Esse conceito foi, com as devidas adaptações, utilizado na redação do item 17.1 da norma regulamentadora número 17. Mais tarde (1994), o mesmo autor reformula sua definição colocando o saber do trabalhador no mesmo nível do saber tecnocientífico e como condição indispensável para o sucesso da ação ergonômica: “Ergonomia é arte na qual são utilizados o saber tecnocientífico e o saber dos trabalhadores sobre sua própria situação de trabalho”.

A palavra arte designa tudo aquilo que é produzido pelos homens e é a tradução latina da palavra grega techné (= técnica), palavra que se opõe a physis (= natureza), que é aquilo que existe independentemente do homem. Por exemplo, falamos de arte médica e arte da construção naval. Atualmente, temos tendência a associar a palavra arte apenas às belas-artes. Para Aristóteles (1984), “a arte é idêntica a uma capacidade de produzir que envolve o reto raciocínio” mas que versa sobre coisas variáveis, pois dependentes do homem. Ele contrapõe arte ao conhecimento científico, que “é um juízo sobre coisas universais e necessárias”.

O estudo da ergonomia, bem como a análise ergonômica, há muito deixou de ser restrito a saber se uma mesa é apropriada, se uma cadeira é cômoda ou se a iluminação é suficiente; análises estas restritas àqueles que acham que fazem ergonomia ou que aprenderam ergonomia como algo estático (ideologia do século passado).

Felizmente, um de nossos maiores aliados tem sido o Ministério do Trabalho que, na sua forma fiscalizadora, tem exigido laudos ergonômicos feitos por profissionais indiscutivelmente habilitados por centros de excelência. Por que? Pelo simples fato de que são esses profissionais que sabem lidar com o item mais exigido da norma regulamentadora que fala a respeito das organizações no trabalho.

Isto posto, podemos afirmar que de nada adianta começarmos a pensar em mudar móveis e utensílios se não pensarmos em “aprender” a ouvir o trabalhador (que há muito tempo deixou de ser tratado como tal para merecer o título de colaborador).

Caros trabalhadores e empresários, é isso por hoje!

Um bom mês de trabalho para todos, com segurança!!!

Categoria: Unimed VTRP