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Ex-moradora de rua vence barreiras e se torna professora universitária

26 de setembro de 2013

marta2 Mudança é uma palavra que não assusta Marta Batista, ex-moradora de rua e hoje professora universitária em Aracaju. Com capricho e dedicação ela coleciona diplomas de psicóloga e assistente social, além da busca pela conclusão do mestrado. Os méritos alcançados tiveram como direção a superação diária de seus limites. Antes de completar três anos de idade ela foi encontrada por Miguel José de Souza, de 17 anos, no Mercado Municipal de Aracaju. Depois de resgatada das ruas ela permaneceu por pouco tempo na casa de Miguel, enquanto a mãe do rapaz arrumava um outro destino para ela. “Uma vizinha por piedade da situação aceitou ficar comigo, mas foi por pouco tempo, já que duas semanas depois ela se mudou para o Rio de Janeiro e me colocou num orfanato onde passei a ter nome em documento de Marta Batista”. No novo endereço Marta conviveu com 25 crianças, e dessa fase uma das lembranças mais presentes era a falta de visitas e a necessidade de carinho.“Eu era a única que ninguém visitava. A senhora que me registrou e colocou no orfanato fez a primeira visita quando eu já tinha 12 anos. Antes disso, descobri o telefone dela e passei a ligar, quando era possível”, completa. O orfanato também trouxe esperança e alegria. O apoio que ela recebeu no orfanato onde permaneceu até os 18 anos foi fundamental para o seu crescimento pessoal. Foi lá que ela concluiu o ensino fundamental e médio, além de cursar o técnico de enfermagem. “Agradeço cada momento lá dentro. Tive o necessário e a lição mais clara de igualdade.” Com o curso técnico, ela conseguiu emprego e pagou a primeira faculdade. Não sobrava tempo para tantas atividades. “Era o estágio, trabalho e faculdade. Nunca fiquei sem ocupação. Até hoje divido o meu tempo entre a família, o meu consultório e a sala de aula, onde sou professora universitária”, revela. Marta se casou aos 26 anos e depois de tantas superações ela resolveu reencontrar quem lhe privou das ruas. “Há oito anos localizei o Miguel”, que hoje representa o seu pai e sua família. “No primeiro dia das crianças que passamos juntos ele me deu um envelope com um papel. Antes de abrir, pensei que fosse qualquer coisa menos a minha certidão de nascimento com o sobrenome dele. Aos 32 anos eu passei a ser Marta Batista de Souza e descobri que tinha uma família com quatro irmãos”, conta emocionada. Seguindo o exemplo do pai de coração, ela também deseja adotar uma criança. “Estou na lista de espera há três anos para adoção. É uma pena que tudo seja tão burocrático e demorado”, lamenta, sem pensar em desistir. Via G1  

Categoria: Atividade Física