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Coronavírus: cuide de você e do outro

Como cuidar da sua saúde e da saúde da sua família durante a pandemia da Covid-19?

Consultas médicas por vídeo ou orientações por telefone. Você escolhe a melhor opção 😉

 

Vivemos tempos difíceis, mas isso não pode fazer com que nossa saúde fique de lado. Por isso, criamos ferramentas que aliam o cuidado que você já conhece, com as tecnologias disponíveis. São serviços que conectam os médicos da Unimed VTRP a você, por meio do telefone, celular ou computador. Clique nos botões abaixo e acesse os serviços agora mesmo:

 

 

E, afinal, quais são os tratamentos para Covid-19?

 

 

 

Em meio a tantas informações sobre o novo coronavírus, trouxemos respostas sobre as principais dúvidas relacionadas a tratamentos para a COVID-19, baseadas em evidências e estudos recentes e relevantes na comunidade médica. Confira:

 

 

 

O que ajuda, o que não ajuda e o que está em estudo?

 

cientista realiza testagem em laboratório

 

A maioria das pessoas que adoece com a COVID-19 poderá se recuperar em casa. No momento, não existem tratamentos específicos para a COVID-19. Mas, muitas das medidas já sacramentadas para controle dos sintomas da gripe comum – como repouso, hidratação contínua, medicamentos para aliviar a febre e dores – também são úteis com a COVID-19.

 

Enquanto isso, os cientistas estão trabalhando continuamente para desenvolver tratamentos eficazes. As terapias que estão sob investigação incluem medicamentos usados para tratar a malária e doenças autoimunes, antivirais desenvolvidos para outros vírus e anticorpos de pessoas que se recuperaram da COVID-19.

 

 

Existe um tratamento antiviral específico para a COVID-19?

 

Tubos de ensaio de COVID-19

 

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para COVID-19. No entanto, drogas previamente desenvolvidas para tratar outras infecções virais estão sendo testadas para verificar se elas também podem ser eficazes contra o vírus que causa a COVID-19.

 

 

Por que é tão difícil desenvolver tratamentos para doenças virais?

 

mãe e filha atrás do vidro de uma janela usam máscaras

 

Um medicamento antiviral deve ser capaz de atingir a parte específica do ciclo de vida de um vírus, necessária para sua reprodução. Além disso, um medicamento antiviral deve ser capaz de matar um vírus sem matar a célula humana que ele ocupa. E os vírus são altamente adaptáveis. Como se reproduzem tão rapidamente, eles têm muitas oportunidades de sofrer mutações (alterar suas informações genéticas) a cada nova geração, potencialmente desenvolvendo resistência a quaisquer medicamentos ou vacinas que desenvolvemos.

 

 

A dexametasona é eficaz no tratamento de COVID-19?

 

embalagens de dexatemetasona

 

Um relatório recente de um ensaio clínico mostrou que o corticosteroide dexametasona diminuiu o risco de óbito em pacientes muito doentes hospitalizados com COVID-19. O relatório foi divulgado antes da publicação do estudo em uma revista médica, o que significa que os resultados da pesquisa não passaram pela revisão cuidadosa habitual.

 

Muitos médicos, inclusive os norte-americanos, estão tratando pacientes muito doentes com COVID-19 com corticosteroides desde o início da pandemia. Faz sentido biológico para os pacientes que desenvolveram uma resposta inflamatória muito exacerbada à infecção viral. Nesses casos, é a reação exagerada do sistema imunológico que está danificando os pulmões e outros órgãos e, muitas vezes, levando à morte.

 

A dexametasona e outros corticosteroides (prednisona, metilprednisolona) são potentes anti-inflamatórios. Uma das questões-chave é se a dexametasona é eficaz em alguns pacientes com COVID-19 e quando deve ser iniciada. Se o tratamento com corticoides for instituído muito precocemente poderá afetar o sistema de defesa natural do organismo humano e isso pode permitir que o vírus prospere. Mas precisaremos de mais estudos além deste relatório mais recente para confirmar a eficácia do medicamento.

 

 

É seguro tomar ibuprofeno para tratar os sintomas de COVID-19?

 

pílulas de ibuprofeno

 

Alguns médicos franceses desaconselham o uso do ibuprofeno para os sintomas de COVID-19, com base em relatos de pessoas saudáveis com COVID-19 confirmado que estavam tomando um anti-inflamatório não hormonal (que não é corticoide) para aliviar os sintomas e desenvolveram uma doença grave, especialmente pneumonia. Estas são apenas observações e não são baseadas em estudos científicos.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou inicialmente o uso de acetaminofeno ou paracetamol em vez de ibuprofeno para ajudar a reduzir a febre e dores relacionadas a esta infecção por coronavírus, mas agora afirma que o acetaminofeno ou o ibuprofeno podem ser usados. Mudanças rápidas nas recomendações criam incertezas, por isso, ainda é prudente escolher primeiro o acetaminofeno, com uma dose total não superior a 3 mil miligramas por dia.

 

 

Cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina são seguras e eficazes no tratamento da COVID-19?

 

mulher manipula pílulas de cloroquina

 

Relatórios iniciais da China e da França sugeriram que os pacientes com sintomas graves de COVID-19 melhoraram mais rapidamente quando receberam cloroquina ou hidroxicloroquina. Alguns médicos estavam usando uma combinação de hidroxicloroquina e azitromicina com alguns efeitos positivos.

 

A hidroxicloroquina e a cloroquina são usadas principalmente para tratar a malária e várias doenças inflamatórias, incluindo lúpus e artrite reumatoide. A azitromicina é um antibiótico comumente prescrito para infecções na garganta e pneumonia bacteriana.

 

Demonstrou-se que a hidroxicloroquina e a cloroquina matam o vírus COVID-19 na placa de laboratório. Os medicamentos parecem funcionar através de dois mecanismos: primeiro, eles dificultam a ligação do vírus à célula, impedindo que o vírus entre na célula e se multiplique dentro dela. Segundo, se o vírus conseguir entrar na célula, as drogas o matam antes que ele possa se multiplicar.

 

A azitromicina nunca é usada para infecções virais. No entanto, este antibiótico tem alguma ação anti-inflamatória. Houve especulações, embora nunca comprovadas, de que a azitromicina pode ajudar a atenuar uma resposta imune hiperativa à infecção por COVID-19.

 

A sociedade científica ainda não divulgou se esses medicamentos, isoladamente ou em combinação, podem tratar a infecção viral por COVID-19. Estudos humanos recentes sugerem nenhum benefício e possibilidade de um risco maior de morte devido a anormalidades do ritmo cardíaco.

 

Com relação à eficácia da hidroxicloroquina isolada na prevenção da infecção por coronavírus, os resultados de um ensaio clínico recém-publicado no New England Journal of Medicine descobriram que ela não preveniu a infecção. No entanto, a forma como este estudo foi conduzido foi questionado por alguns especialistas.

 

Onde isso nos deixa? A recomendação não mudou. A cloroquina ou a hidroxicloroquina com ou sem azitromicina não devem ser usadas para prevenir ou tratar a infecção por COVID-19, a menos que esteja sendo prescrita no hospital ou como parte de um ensaio clínico.

 

 

A vitamina D protege contra a COVID-19?

 

mulher tomando sol dentro de casa

 

Existem evidências que sugerem que a vitamina D pode ajudar a proteger contra a infecção e o desenvolvimento de sintomas graves de COVID-19. Sabemos, por exemplo, que pessoas com baixos níveis de vitamina D podem ser mais suscetíveis a infecções do trato respiratório superior. Uma meta-análise descobriu que pessoas que tomavam suplementos de vitamina D, particularmente aqueles que tinham baixos níveis, eram menos propensos a desenvolver infecções agudas do trato respiratório do que aquelas que não tomavam.

 

A vitamina D pode proteger contra a COVID-19 de duas maneiras: primeiro, pode ajudar a aumentar a defesa natural de nosso corpo contra vírus e bactérias. Segundo, pode ajudar a prevenir uma resposta inflamatória exagerada, que demonstrou contribuir para doenças graves em algumas pessoas com COVID-19.

 

Nossos corpos produzem vitamina D quando expostos ao sol. Cinco a 10 minutos de exposição ao sol em alguns ou na maioria dos dias da semana aos braços, pernas ou costas sem protetor solar permitirão que você consiga o suficiente da vitamina. Boas fontes alimentares de vitamina D incluem peixes gordurosos (como atum, cavala e salmão), alimentos enriquecidos com vitamina D (como laticínios, leite de soja e cereais), queijo e gemas de ovos.

 

A dose dietética recomendada de vitamina D é de 600 UI por dia para adultos com 70 anos ou menos e 800 UI por dia para adultos com mais de 70 anos. Um suplemento diário contendo 1.000 a 2.000 UI de vitamina D é provavelmente seguro para a maioria das pessoas. Para adultos, o risco de efeitos nocivos aumenta acima de 4.000 UI por dia.

 

 

Devo tomar vitamina C para evitar a infecção pelo novo coronavírus?

 

gomos de laranja

 

Alguns pacientes gravemente enfermos com COVID-19 foram tratados com altas doses de vitamina C intravenosa na esperança de que isso acelerasse a recuperação. No entanto, não há evidências científicas claras ou convincentes de que funcione para infecções por COVID-19 e não é uma parte padrão do tratamento para essa nova infecção.

 

Estudos clínicos demonstraram algum efeito benéfico do uso de altas doses de vitamina C (juntamente com tiamina e corticosteroides) entre pessoas com sepse, uma forma de infecção avassaladora que causa pressão arterial baixa e falência de órgãos. Embora nenhum desses estudos tenha analisado o uso de vitamina C em pacientes com COVID-19, a terapia vitamínica foi administrada especificamente para sepse e Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), e essas são as condições mais comuns que levam as pessoas à UTI, suporte ventilatório ou morte entre aqueles com infecções graves por COVID-19.

 

Não há evidências de que o uso de vitamina C ajude a prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Embora as doses padrão de vitamina C sejam geralmente inofensivas, altas doses podem causar vários efeitos colaterais, incluindo náuseas, cãibras e aumento do risco de pedras nos rins.

 

Fonte: Escola de Medicina de Havard

 

Entenda melhor a Covid-19

 

 

Depois de casos de coronavírus confirmados no Brasil, uma série de notícias falsas sobre supostas epidemias e promessas de cura estão sendo divulgadas na internet. Por isso, reunimos algumas perguntas comuns e suas respostas, para esclarecimento. As questões estão divididas nos seguintes tópicos:

 

– Definição e sintomas do coronavírus e do COVID-19
– Transmissão do coronavírus
– Exames e diagnóstico do coronavírus
– Tratamento para COVID-19
– Prevenção
 
Vamos lá? Informação de credibilidade = prevenção!

 

 

Definição e sintomas do coronavírus e COVID-19

 

1. O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.

 

2. O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

 

3. Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. 

A maioria das pessoas que fica doente se recupera do COVID-19. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas).

Pessoas com febre (maior que 37,8ºC), tosse e dificuldade para respirar e que tiverem viajado ou tido contato com pessoas vindas de países com transmissão local devem procurar atendimento médico.

 

4. Quão grave é a COVID-19? 

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolver a doença em sua forma mais grave. 

Pessoas idosas e/ou com comorbidades, ou seja, outras doenças associadas como por exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, diabetes e pessoas em tratamento para câncer, têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória grave.

 

Transmissão do coronavírus

criança no colo da mãe. A criança tosse e cobre sua boca e nariz com o braço.

 

5. Como a COVID-19 é transmitida?

O coronavírus, que provoca a COVID 19, pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão pode ocorrer através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A transmissão também pode ocorrer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como por exemplo beber no mesmo copo que um portador do vírus. 

Na maioria das vezes, é evidente se uma pessoa está doente, mas já houve relatos de portadores do vírus ainda sem sintomas aparentes e que já podiam transmitir a doença. Segundo a OMS deve-se manter uma distância de pelo menos 1 metro da pessoa com sintomas evidentes.

Quarentenas e restrições de viagens atualmente em vigor em muitos países também se destinam a ajudar a quebrar a cadeia de transmissão. As autoridades de saúde pública podem recomendar outras abordagens para pessoas expostas ao vírus, incluindo isolamento em casa e monitoramento de sintomas por um período de tempo (geralmente 14 dias), dependendo do nível de risco de exposição. 

Novas pesquisas sobre as formas de transmissão ainda estão sendo realizadas e a OMS continuará compartilhando as descobertas atualizadas. 

 

6. Pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus?

O risco de ser contaminado por uma pessoa sem sintomas é baixo. No entanto, muitas pessoas sentem apenas sintomas leves, especialmente nos estágios iniciais. Por isso, é possível pegar COVID-19 de alguém que teve apenas uma tosse leve sem se sentir doente, por exemplo.

 

7. Produtos vindos da China podem conter o vírus?

Não. O Ministério da Saúde afirma que não há nenhuma evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus.  
Não há razão para suspeitar que os pacotes da China abrigam COVID-19. Lembre-se, este é um vírus respiratório semelhante ao da gripe. Não paramos de receber pacotes da China durante a temporada de gripe. Devemos seguir a mesma lógica para esse novo patógeno. 
Entretanto, é possível que o vírus possa estar viável em superfícies frequentemente tocadas, como uma maçaneta de porta por exemplo, embora informações precoces sugiram que partículas virais provavelmente sobreviverão por apenas algumas horas, de acordo com a OMS. Assim, as medidas preventivas pessoais, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com um desinfetante à base de álcool e limpar as superfícies frequentemente tocadas com desinfetantes ou um spray de limpeza doméstico, são altamente recomendáveis.

 

8. Humanos podem ser contaminados por coronavírus por fonte animal?

Coronavírus é uma família de vírus comuns em animais. Ocasionalmente, pessoas são infectadas com esses vírus e podem transmitir para outras pessoas. O vírus SARS-CoV, por exemplo, foi associado a civetas (uma espécie de gato selvagem) e o MERS-CoV a dromedários. Possíveis fontes animais de COVID-19 ainda não foram confirmadas.

Para se proteger, evite contato direto com animais selvagens e com superfícies em contato com eles e mantenha boas práticas de segurança alimentar ao manusear carnes cruas. Não há evidências de que animais domésticos, como gatos ou cães, tenham sido infectados ou possam transmitir o vírus que causa a COVID-19.

 

9. Posso pegar o coronavírus comendo alimentos preparados por outras pessoas?

Estudos sobre a transmissão do COVID-19 ainda estão sendo feitos. Não está claro se isso é possível, mas, nesse caso, seria mais provável que fosse a exceção do que a regra. Dito isto, COVID-19 e outros coronavírus foram detectados nas fezes de certos pacientes, portanto, atualmente não podemos descartar a possibilidade de transmissão ocasional de manipuladores de alimentos infectados. O vírus provavelmente seria morto ao cozinhar os alimentos. 

 

10. Devo usar uma máscara facial para proteger contra o coronavírus? Meus filhos deveriam?

É sempre importante seguir as recomendações de saúde pública. Atualmente, máscaras faciais não são recomendadas para o público em geral. A máscara é fundamental apenas para quem está com sintomas (febre ou tosse) e para quem está em contato direto e cuidando dessas pessoas.

 

11.  Alguém que é imunocomprometido deve usar uma máscara?

Se você for imunocomprometido por causa de uma doença ou tratamento, converse com seu médico sobre a recomendação de uso de máscara.

 

12. Devo evitar de viajar de avião?

Mantenha-se a par dos conselhos de viagem das agências reguladoras e entenda que esta é uma situação que muda rapidamente. Neste momento, a maioria das viagens pelo mundo está suspensa, com muitos países com fronteiras fechadas. Você pode acompanhar os dados da doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19) no Brasil e no mundo, por meio da plataforma integrada de Vigilância em Saúde (IVIS) do Ministério da Saúde. 
 

13. Existe uma vacina disponível para o coronavírus?

Nenhuma vacina está disponível até este momento, embora os cientistas estejam trabalhando em vacinas. Em 2003, os cientistas tentaram desenvolver uma vacina para prevenir a SARS, mas a epidemia terminou antes que a vacina pudesse entrar em ensaios clínicos.

 

Diagnóstico e exames

Homem se consultando com um médico

Coronavírus no Brasil

Diariamente, o Ministério da Saúde atualiza a quantidade de casos confirmados da COVID-19, no mundo e no Brasil. Os dados estão disponíveis na  Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (IVIS)

Essa plataforma contém informações consolidadas e atualizadas pelos municípios, estados e pelos dados da OMS, incluindo a lista de países com transmissão local.

 

14. Devo ficar em casa?

Sim. Com o avanço da pandemia pelo Brasil, o isolamento social voluntário ajuda a contem a disseminação da doença.

 

15. O que significa um caso provável de COVID-19?

CONTATO DOMICILIAR: Pessoa que manteve contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias E que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia). 

Alerta-se que a febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.

 

16. Qual é o período de incubação do coronavírus?

Um período de incubação é o tempo entre ser infectado e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais sugerem que os sintomas do COVID-19 geralmente aparecem em cerca de cinco dias ou menos na maioria dos casos, mas o intervalo pode estar entre um e 14 dias.

 

17. Como é confirmado este novo coronavírus?

Conforme orientação do Ministério da Saúde, um teste especializado deve ser feito para confirmar que uma pessoa tem COVID-19. Este teste é realizado a partir da coleta de amostras de secreções respiratórias de pacientes classificados como casos suspeitos de COVID-19. As amostras são encaminhadas para os laboratórios centrais da Saúde Pública dos Estados (Lacen) para realização de exames de biologia molecular para detecção de RNA viral. 

 

18. Posso fazer exames preventivos?

Neste momento, o ideal é ficar em casa, e buscar serviços de saúde apenas em casos de real urgência ou emergência. 

 

19. Tive contato com alguém que viajou para algum dos países com casos. O que fazer?

Se nem você nem a pessoa apresentaram sintomas, não é preciso fazer exames específicos. O exame específico é chamado de PCR em tempo real para o coronavírus. Esse exame só é indicado para pacientes sintomáticos (febre e tosse) que retornaram de viagem internacional recente nos últimos 14 dias. 

 

20. Como diferenciar gripe comum de COVID-19?

Os sintomas são semelhantes, o que vai definir o caso como suspeito é o fato de o paciente ter viajado para áreas de transmissão local ou ter estado em contato com alguém que o fez.

 

21. O que as pessoas devem fazer se acham que têm coronavírus ou se um filho possa estar infectado? 

Se você for cliente Unimed VTRP, ligue para 0800 940 78 00. Se não for cliente ainda, ligue para o Disque Saúde 136 – do Ministério da Saúde. Você obterá a orientação adequada para o seu caso. 

É recomendável que somente pessoas com sintomas mais intensos de doença respiratória procurem atendimento médico no pronto-socorro. Os sintomas graves são batimento cardíaco acelerado, pressão arterial baixa, temperaturas altas ou muito baixas, confusão mental, dificuldade em respirar, desidratação grave.

 

Tratamento

Mãos de uma médica segura as mãos de uma paciente

22. Existe um tratamento disponível para o coronavírus?

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para esse novo coronavírus. O tratamento é, portanto, suportivo, o que significa administrar líquidos, remédios para reduzir a febre e, em casos graves, oxigênio suplementar. Pessoas que ficam gravemente doentes com o COVID-19 podem precisar de um respirador para ajudá-las a respirar. A infecção bacteriana pode complicar essa infecção viral. Os pacientes podem necessitar de antibióticos nos casos de pneumonia bacteriana, além do COVID-19. Os tratamentos antivirais usados para o HIV e outros compostos estão sendo investigados. 

Não há evidências de que suplementos, como vitamina C ou probióticos, ajudem a acelerar a recuperação.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda pelo Disque Coronavírus Unimed, pelo 0800 940 78 00 para obter orientações. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência estadual para isolamento e tratamento. Os casos suspeitos leves que não necessitam de hospitalização, poderão ser acompanhados pela Atenção Primária, que instituem medidas de precaução domiciliar. Contudo, é necessário avaliar cada caso.

 

23. Loló e cocaína podem matar o coronavírus?

Não. Fake news recomendando o uso de drogas ilícitas e prejudiciais à saúde estão sendo enviadas via aplicativos de mensagens e redes sociais. Não existe qualquer comprovação científica sobre o uso de drogas como loló (mistura de éter e clorofórmio) ou cocaína no tratamento da doença. Pelo contrário: as drogas podem fragilizar ainda mais o sistema respiratório. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

 

24. Chá de erva-doce pode matar o coronavírus?

Não. Fake news com suposta orientação de médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital São Domingos já foram desmentidas pelas instituições. Mensagens falsas que citavam o chá de erva-doce como cura para o vírus H1N1 em 2018 voltaram a circular após a confirmação de casos de coronavírus no Brasil. Não há nenhuma comprovação científica quanto ao seu uso como medicamento contra o H1N1 ou com o mesmo efeito do Tamiflu. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

 

Prevenção

Como prevenir o coronavírus?

Ainda não existe uma vacina para prevenir a infecção por coronavírus. As orientações de prevenção são as mesmas de outras doenças de transmissão via respiratória.

  • Isolamento social: fique em casa! Se puder, trabalhe de casa, e só saia para atividades essenciais.

  • Evite contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas de infecção respiratória aguda (tosse, coriza, febre)

  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, principalmente após ter contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar. Se não houver água e sabão, use um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel

  • Use lenços descartáveis para higiene nasal (nada de lencinhos de pano!) e descarte-os logo após a utilização

  • Cubra o nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel (e descartar no lixo) 

  • Na falta de lenço de papel, prefira usar o braço para cobrir nariz e boca. Evite cobrir com a mão, pois é mais comum encostar em outras pessoas ou objetos com ela 

  • Se usar as mãos para cobrir, lave-as sempre após tossir ou espirrar

  • Não toque olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas

  • Mantenha ambientes muito bem ventilados 

  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres

  • Limpe e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência

  • Evite contato com animais selvagens ou doentes

  • Não cumprimente pessoas com apertos de mão. Prefira um aceno acompanhado de um sorriso

Reajuste para contratos coletivos -30 vidas (RN 309)