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Eu superei a depressão! Conheça a história de quem enfrentou a doença

Era uma quinta-feira de janeiro. Os termômetros marcavam 37ºC. O calor era insuportável e, mesmo na sombra, a sensação térmica era quase insuportável. Já passava das 11 horas, mas Nádia* ainda estava na cama. Ela havia esperado a filha e o marido saírem de casa. Não queria levantar. Suava, mas o edredom lhe cobria o rosto até a altura das orelhas. A idosa não aguentava mais chorar escondida. Nádia não tomava banho e nem lavava o cabelo há três dias. Não aguentava olhar-se no espelho. Naquela quinta-feira, ela percebeu que precisava imediatamente de ajuda.

O nome é fictício, mas a história é real e aconteceu recentemente com uma cliente da Unimed VTRP. Problemas financeiros e uma virada repentina na vida levaram Nádia a um diagnóstico de depressão. A doença, que pode evoluir para quadros graves, com ameaças contra a própria vida dos pacientes, atinge cada vez mais a população brasileira e mundial.

A Organização Mundial da Saúde escolheu 2017 como ano de enfrentamento desta enfermidade, que acomete 300 milhões de pessoas ao redor do globo. E o primeiro passo para sair do fundo do poço é falar, buscar ajuda. Foi o que Nádia fez, alcançando o retorno gradativo às atividades do dia a dia depois de um trabalho intenso envolvendo médicos, equipe multiprofissional e a própria família.

 

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Como a maioria das doenças mentais, a depressão ainda é vista com preconceito na sociedade. E isso muitas vezes atrapalha os tratamentos. “É uma DOENÇA, grafado assim, em caixa alta mesmo, como qualquer outra na medicina”, alerta o psiquiatra Fábio Vitória. “Ela é definida pela psiquiatria como um transtorno de humor, geralmente crônico e recorrente, em que a principal queixa apresentada pelos pacientes é o humor depressivo e às vezes irritável, na maior parte do dia, durante vários dias consecutivos. Existem diversos tipos de depressão, e os quadros variam de intensidade e duração”, explica.

Vitória aponta que a depressão inclui não apenas alterações do humor, como tristeza, irritabilidade, falta da capacidade de sentir prazer, apatia, choro fácil e isolamento, mas também uma gama de outros aspectos, incluindo alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas, como do sono e apetite. E todo este turbilhão de sentimentos acometeu Nádia durante um momento de crise na família. “Meu marido ficou doente e parou de trabalhar. Sou aposentada, a situação apertou. As contas começaram a acumular, e eu comecei a me fechar. Não tinha mais vontade de fazer nada em casa. Ao mesmo tempo, sabia que precisava fazer, me sentia uma inútil. Comecei a colocar coisas de valor no lixo. Roupas novas, maquiagens, itens caros. Depois disso, parei de conversar com a minha família e me isolei. Pensei até em tirar a minha própria vida”, conta.

Nádia estava no fundo do poço. “Comia tudo o que via pela frente, não tinha controle nenhum”, lembra. No alto do verão, com as relações familiares enfraquecidas, e a angústia apertando o peito, ela viu que não poderia mais lidar com a situação sozinha. Foi aí que ela procurou a Unimed VTRP.

 

A importância da família

Ao procurar o auxílio dos multiprofissionais da Unimed VTRP, Nádia começou a virada. O acompanhamento periódico fez toda a diferença. Ela passou a se consultar com frequência com enfermeira, psicóloga e terapeuta ocupacional, retornou aos grupos de atividades físicas e seguiu à risca as sugestões da nutricionista.

“Logo comecei a sentir a melhora. Estava segura para me abrir mais, passei a procurar a minha família para conversar. Perdi o medo de dizer que estava doente, porque eu realmente estava”, rememora. A família de Nádia também foi ouvida e envolvida no tratamento. “Aos poucos, fui colocando para minha filha e meu marido meus descontentamentos. Coisas no dia a dia da família que me perturbavam. Eles passaram a me ajudar a organizar a casa, a fazer a comida e começamos a nos entender. Eu tinha problemas dentro de mim, mas o que estava ao redor também me incomodava, e eu não conseguia falar. Quando paramos e conversamos, a situação melhorou muito”, afirma Nádia.

 

*Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada e da família.

 


Quer saber mais sobre essa história? Então clique aqui e confira a matéria completa na revista Simples Assim, da Unimed VTRP.


 

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