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Slow Parenting: “Pais sem pressa” também depois da retomada das aulas

Apesar de todo o lado negativo do isolamento social, o tempo livre pode ensinar muito aos pais sobre as crianças

09 de outubro de 2020

Aos poucos, as rotinas são retomadas, obviamente, conforme as possibilidades. Setores da economia, serviços e atividades presenciais, como as aulas de crianças, jovens e adultos, estão voltando cada dia com mais força. Antes desta retomada, um assunto passou a ganhar bastante espaço entre muitas famílias: slow parenting ou “pais sem pressa”, em tradução livre.

Com tanto tempo sem escola ou atividades extracurriculares, muitos pais começaram a se preocupar com o futuro de seus filhos, com as experiências que estão deixando de viver ou aprender. Quem nunca se pegou pensando nisso que atire a primeira pedra.

Mas, apesar de todos os problemas do isolamento social, este período trouxe justamente a oportunidade para muitas famílias experimentarem este conceito. E, mesmo com o retorno das aulas presenciais, alguns hábitos dos “pais sem pressa” parecem que vão seguir na rotina de muita gente.

Vamos falar mais sobre isso?

O que é o slow parenting?

É um movimento iniciado por pensadores da educação, há mais de 10 anos nos Estados Unidos, como reação ao ritmo frenético de atividades e compromissos impostos à infância. Apesar da tradução literal sugerir a parentalidade lenta, o que o movimento prega é o respeito ao tempo da criança. No Brasil, adeptos do movimento usam a expressão “pais sem pressa”.

Muitas vezes, na ansiedade de oferecer as melhores oportunidades aos seus filhos, visando um futuro promissor, as crianças ficam com agendas mais lotadas que as de muitos adultos e vivenciam muito cedo o estresse da cobrança pelo bom desempenho para atender expectativas externas a ela.

Balé, judô, natação, capoeira, inglês, programação, aulas de reforço…: qualquer uma dessas atividades pode trazer benefícios ao desenvolvimento infantil, o problema é o excesso.

No cenário de pandemia, em que essas atividades foram suspensas, surge uma boa oportunidade para se questionar sobre quão necessárias são cada uma delas, e quão produtivo pode ser o tempo livre. Que tal conversar sobre isso em família?

A importância do tempo livre

As crianças são naturalmente exploradoras e buscam entender o mundo ao redor, mas no tempo delas. O tempo livre permite à criança (e ao adulto também) trabalhar o autoconhecimento. O que atrai a sua curiosidade e mantém seu interesse? A observação é essencial para conhecer a criança.

A partir dos interesses que ela demonstra, é possível pensar em atividades direcionadas. Ainda assim, é preciso conter a expectativa dos adultos. Nem sempre os pequenos embarcam na proposta inicial, mas podem, a partir dela, criar algo completamente diferente do que você pensou.

É nesses momentos que a criança irá experimentar, testar, abandonar, retomar um projeto. O “ócio” abre espaço para novas ideias, e é importante acomapanhar a criança para entender como é o comportamento dela com relação às diferentes atividades.

Conversar sobre as observações

E, um dos principais pontos: converse com seu filho sobre o sabor da comida, as brincadeiras do dia, o que veem da janela e mesmo sobre os vídeos que assistem… Converse! Fale e escute. Pergunte pelas suas sensações e descobertas, o que mais gostou, o que o deixou chateado, do que sente saudade…

Esse tempo junto com as crianças na quarentena – e mesmo depois dela – gera autoconhecimento, um aprendizado para quando tudo passar e memórias que ficam para sempre. E reforça o vínculo entrepais e filhos

Categoria: Coronavírus