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Saiba mais sobre a amamentação

04 de agosto de 2014

A amamentação é o ato de alimentar o bebê com o leite materno, vindo diretamente da mama. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde alertam que a amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses e que a mãe continue amamentando até que a criança desmame sozinha.   Benefícios da amamentação A amamentação traz inúmeros benefícios para a mãe e para o bebê. Entre eles:

  • Previne doenças;
  • Bebê terá menos chances de ter alergias;
  • Diminui a cólica dos primeiros meses;
  • Acalma o bebê;
  • O leite está na temperatura correta;
  • Não é necessário esterilizar nenhum utensílio;
  • Combate a hemorragia pós parto;
  • Facilita a perda de peso;
  • Diminui o risco de câncer de mama, endométrio e de ovário.
  • Além destes benefícios, o leite materno é gratuito e é o melhor alimento para o bebê pois contém todos os nutrientes que ele precisa para crescer.

 

Amamentação Blog Unimed VTRP 1

  Horários da amamentação Quanto aos horários da amamentação o ideal é que a ela seja feita sempre que o bebê quiser. Inicialmente o bebê poderá ter a necessidade de mamar a cada 1h30min ou 2h durante o dia, e a cada 3h a 4h à noite. Aos poucos sua capacidade gástrica irá aumentando e já será possível comportar uma quantidade maior de leite aumentando o espaço de tempo entre as mamadas. Existe um consenso geral de que o bebê não deve passar mais de 3 horas sem mamar, mesmo durante a noite até os 6 meses de vida. Recomenda-se que se ele estiver dormindo a mãe acorde-o para mamar e se certifique que realmente mamou, pois alguns dormem durante a amamentação. A partir dos 6 meses de vida, o bebê já poderá comer outros alimentos e poderá dormir a noite toda. Mas cada bebê têm seu próprio ritmo de crescimento e cabe a mãe a decisão de dar de mamar de madrugada ou não.   A mãe deve ter alguns cuidados no período da amamentação, hábitos saudáveis de vida como:

  • Alimentar-se adequadamente, evitando alimentos condimentados para não interferir no sabor do leite;
  • Evitar o consumo de álcool, que passa para o bebê prejudicando seu sistema renal
  • Não fumar;
  • Fazer exercícios físicos moderados;
  • Usar roupa confortável e sutiãs que não apertem os seios;
  • Evitar tomar remédios;
  • Beber bastante água e alimentar-se corretamente, garantem uma boa produção do leite, que é o melhor alimento para o bebê.;
  • A amamentação exclusiva dura 6 meses mas estes cuidados devem ser seguidos por todo o tempo em que a mulher der de mamar.

  Amamentação Blog Unimed VTRP 3   Caso a mãe tenha que tomar algum tipo de medicamento, deve perguntar ao médico se poderá continuar amamentando, pois existem vários medicamentos que são secretados no leite e podem prejudicar o desenvolvimento do bebê. Durante esta fase pode-se recorrer ao banco de leite humano, oferecer o seu próprio leite materno se a mãe tiver congelado alguma quantidade ou, em último caso oferecer o leite em pó adaptado para bebês.   Quando parar a amamentação Saber quando parar a amamentação é uma dúvida comum de praticamente todas as mães. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses do bebê e que se prolongue pelo menos até os 2 anos de idade. A mãe pode parar a amamentação a partir desta data ou esperar que o bebê decida não querer mamar mais. A partir do 6 meses o leite já não fornece a quantidade de energia suficiente de que o bebê precisa para desenvolver-se e é nesta fase que há a introdução dos novos alimentos. Por volta dos 2 anos de idade além do bebê já comer praticamente tudo o que um adulto come, ele também já será capaz de encontrar conforto em outras situações que não seja o seio da mãe, que para ele inicialmente representa um porto seguro.  

Amamentação Blog Unimed VTRP 2

  Problemas comuns na amamentação: Rachaduras A primeira medida preventiva é a boa pega. A segunda é utilizar um cicatrizante natural: seu próprio leite, rico em glóbulos brancos e substâncias antiinflamatórias. Após a mamada, espalhe algumas gotas sobre a aréola e o bico para protegê-los. Espere secar para recolocar o sutiã e não limpe a região antes das mamadas. As mamas também não devem estar muito cheias. Caso o peito esteja endurecido antes de dar de mamar, retire um pouco do leite, ordenhando-o manualmente, até que a aréola amoleça. “Para esvaziar a mama, a mãe deve escorregar o polegar e o indicador até a base da aréola e pressioná-la para que haja saída do leite”, ensina a pediatra Marisa Aprile, presidente do Departamento de Aleitramento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Tome cuidado ao retirar seu filho do seio porque ele pode feri-lo se resistir ao gesto. Use o dedo mindinho para auxiliar a manobra. O que fazer em caso de emergência Se as rachaduras ocorrerem, há pomadas cicatrizantes à base de lanolina que podem ser usadas sem prejudicar o bebê quando ingeridas por ele. Outro recurso é a utilização provisória de um bico de silicone, colocado sobre a aréola para protegê-la durante a amamentação.   Leite na medida Algumas mães observam seu próprio leite e concluem que ele é ralo e fraco – e o fato de o filhos querer mamar sempre reforça essa impressão. “Por ser composto de 87% de água, o leite materno é facilmente digerido e o bebê sente vontade de mamar a toda hora”, justifica o pediatra Marcus Renato de Carvalho, da UFRJ. Mas não se preocupe, não há possibilidade de o seu leite ter poucos nutrientes. Ainda que a mãe seja desnutrida, ele será completo. Como a digestão das fórmulas infantis é mais lenta e o bebê fica saciado por mais tempo, mais mulheres acham que esse alimento é mais forte do que o delas, que é digerido em no máximo duas horas. Não se deixe enganar. Nos primeiros dias, o colostro, que é mais amarelado, atende sob medida às necessidades do recém-nascido. Depois de até cinco dias, o leite desce, também nutritivo. Além da qualidade, a quantidade de leite tira o sono de muitas mulheres. Algumas têm a impressão de que não fabricam o suficiente, já que seu pequeno vive chorando. “Isso acontece porque é o único recurso que eles dispõem para expressar seus desejos e necessidades, que incluem colo, atenção e contato. É normal”, diz Carvalho. Se a pega for sempre bem-feita, a saída de leite será adequadas, independente de fatores como o tamanho da mama, que não influencia no processo. “A sucção estimula a secreção do hormônio prolactina por uma glândula chamada hipófise, localizada no cérebro. E a produção de leite dependente justamente dessa substância. Por essa razão, quanto mais o bebê suga, mais leite a mãe produz”, explica Marisa. O que fazer em caso de emergência Para ajudar nessa fase, adote uma dieta balanceada e capriche na hidratação, bebendo, pelo menos, dois litros de água por dia. A dica é manter uma garrafinha sempre ao alcance das mãos – principalmente na hora das mamadas (dá uma sede!) – e reabastecê-la no decorrer do dia. A medida é fundamental para uma boa produção de leite.   Livre de empedramento Diferente da preocupação com a escassez de leite, existem mães que temem pelo excesso, com receio de o bebê engasgar. Realmente, pode ser que a quantidade esteja exagerada, mas isso só costuma acontecer nos primeiros dias do pós-parto, quando o organismo materno ainda não sabe muito bem qual será a demanda da criança. Tenha calma porque, em breve, seu corpo conhecerá exatamente a necessidade do bebê e tudo se ajustará.   Com informações do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Revista Crescer.  

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