Ouvidoria   

PCR, teste rápido, autoteste… Entenda as... Coronavírus

5 receitas de lanches rápidos e fáceis para... Alimentos do Bem, Coronavírus, Filhos e Gestação, Saúde do Homem e da Mulher

Preparamos dicas de séries, músicas e podcast Coronavírus, Equilíbrio | Saúde Emocional

O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

Autismo é um transtorno que afeta o desenvolvimento de uma pessoa e que precisa de acompanhamento profissional

18 de fevereiro de 2022

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição relacionada ao desenvolvimento infantil,  podendo caracterizar impactos na interação social e padrões de comunicação e comportamental de indivíduos.

Existem muitas fontes distintas quanto ao surgimento do autismo, por isso, é necessário um diagnóstico médico, que, por vezes, pode se basear em histórico familiar. Em muitos casos, há predisposição genética. 

Que tal entendermos um pouco mais sobre o TEA? Fique com a gente! 

O que é o TEA?

Segundo o Manual Estatístico de Doenças Mentais –DSMV, TEA é definido como uma condição rata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento. Hoje, sabe-se que o TEA provoca alterações na organização de pensamentos/sentimentos/emoções, com reflexos no comportamento frente a diversas situações da vida diária. 

A expressão “espectro” foi incorporada ao nome do transtorno autista, em função da variedade de sintomas diferentes que os indivíduos podem apresentar. Nem todas as pessoas que têm TEA terão exatamente as mesmas manifestações do transtorno.

Com atenção e cuidado especializado adequado, como terapias comportamentais, pode apresentar evolução no quadro do desenvolvimento. Tudo depende de um diagnóstico correto, de preferência precoce, e de uma equipe de profissionais que ofereçam suporte para a estimulação necessária. 

Atualmente, o autismo é classificado como um transtorno em que uma a cada 54 crianças que nascem levam consigo os seus traços. 

Quais são as principais características do espectro?

Para entender e identificar os sinais do autismo, os pais precisam ficar atentos desde cedo ao comportamento dos seus filhos. Como cada caso é muito particular, o ideal é a avaliação de especialistas no Transtorno do Espectro Autista (TEA), como neuropediatras, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

Preparamos uma lista com as principais características:

  • Pouca vontade de falar
  • Movimentos repetitivos
  • Estereotipias motoras simples (como alinhar brinquedos ou girar objetos)
  • Ecolalia (repetição do que alguém fala ou rima constante de palavras, falando ou escrevendo)
  • Frases idiossincráticas (associação de uma palavra ou frase de um evento ou objeto de formas não compreensíveis para as outras pessoas)
  • Entusiasmo muito grande em situações que parecem não ser tão empolgantes para os demais
  • Dificuldade de concentração ou hiperfoco em um determinado assunto
  • Falta de contato visual (podendo ser notado precocemente em bebês na hora da amamentação, pois muitos com TEA não fazem o contato visual)
  • Interesse alimentício por apenas um tipo específico de alimento (hipersensibilidade)
  • Incômodo em ambientes barulhentos ou muito iluminados (hipersensibilidade auditiva)

As estereotipias mais frequentemente observadas são balanços das mãos ao lado do corpo ou da cabeça, bater palmas e movimentos cíclicos do tronco para frente e para trás. 

Podem ocorrer estereotipias dinâmicas, envolvendo movimentos mais amplos – como andar ou correr de forma repetitiva. 

É comum também haver suspeita de surdez, pois a criança, adolescente ou adulto com TEA muitas vezes é pouco responsiva quando chamado por alguém. 

Autismo e educação: um crescimento saudável

Atualmente, existem três níveis de autismo: o leve, que demanda pouco apoio; o moderado, que demanda apoio substancial; e o severo, que demanda muito apoio substancial. Em todos os graus, é possível realizar terapias (diárias) que podem levar a pessoa com TEA a ter maior qualidade de vida.

Segundo informações do Ministério da Educação, é um direito das pessoas com essa condição o acesso livre às escolas, sem que haja prejuízos ao seu aprendizado.

Conhecer os professores e fazer uma relação entre pais-professores-médicos/terapeutas é essencial para garantir que as crianças portadoras de autismo atinjam o seu auge de desempenho, a fim de adaptá-las ao ambiente escolar no seu tempo e cumprindo o currículo estabelecido de acordo com as suas necessidades.

Autismo, educação e crescimento saudável

Atualmente, existem três níveis de autismo: o leve, que demanda pouco apoio; o moderado, que demanda apoio substancial; e o severo, que demanda muito apoio substancial. Em todos os graus, é possível realizar terapias (diárias) que podem levar a pessoa com TEA a ter maior qualidade de vida. 

Segundo informações do Ministério da Educação, é um direito das pessoas com essa condição o acesso livre às escolas, sem que haja prejuízos ao seu aprendizado. 

Conhecer os professores e fazer uma relação entre pais-professores-médicos/terapeutas é essencial para garantir que as crianças portadoras de autismo atinjam o seu auge de desempenho, a fim de adaptá-las ao ambiente escolar no seu tempo e cumprindo o currículo estabelecido de acordo com as suas necessidades. 

Atualmente, o diagnóstico precoce de TEA em crianças e as intervenções precoces, reduzem em muito o sofrimento de todos os envolvidos. Em relação aos adolescentes, adultos e idosos, mais recentemente vem crescendo o número de pessoas que buscam avaliação e são diagnosticadas com TEA. 

Hoje, sabe-se que as características de TEA se modificam com o passar do tempo. Adultos com TEA, ao enfrentar diversos desafios, com bastante sofrimento, tem suas características camufladas, reduzidas ou modificadas, por desenvolverem estratégias de sobrevivência e enfrentamento de demandas, ainda que de modo lento e com muito esforço pessoal. 

No caso das crianças, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior é a possibilidade de ela se desenvolver, aprender e se socializar. No ambiente escolar, o aluno com autismo, recebe o Atendimento Educacional Especializado (AEE), através da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) da escola e apoio do professor especializado que trabalha juntamente com o professor da sala regular, no caráter do Ensino Colaborativo. É importante respeitar a singularidade e a individualidade de cada um. 

Espaço Imaginamente

Como vimos, pessoas com TEA precisam de acolhimento, avaliação e intervenção adequada de especialistas. Além disso, são fundamentais treinamento em habilidades específicas, desenvolvimento de autonomia e habilidades sociais, aceitação, paciência e amor.

Tudo isso está presente no Espaço Imaginamente, a clínica especializada no atendimento a pessoas com TEA da Unimed VTRP. A missão é acolher as famílias e ajudar em todo este processo.

O local foi projetado para atender às demandas de pessoas com TEA durante todo o ano. O trabalho é realizado por uma equipe interdisciplinar, composta por médica neuropediatra, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudióloga, nutricionista e demais profissionais apoiadores desses tratamentos.

A estrutura física do Imaginamente conta com recepção adaptada e lúdica, salas de atendimento, sala de reuniões, ambiente que simula um lar para treino de atividades de vida diária, bem como uma sala para desenvolvimento de atividades de interação social e outra para treino e desenvolvimento de habilidades motoras e sensoriais. A Sede da Unimed VTRP, onde fica localizado o Espaço Imaginamente, conta com estacionamento próprio, elevador e estruturas acessíveis.

As salas de atendimento do Espaço Imginamente contam também com portas com vidro espião e infraestrutura de áudio e microfone especiais, de modo que os pais e cuidadores possam acompanhar atendimentos quando indicado. Além disso, pais e cuidadores também recebem orientações e treinamentos para estímulo do desenvolvimento de competências das pessoas com TEA.

No vídeo abaixo é possível conhecer melhor a estrutura do Espaço Imaginamente. 

Novos olhares sobre o TEA

Que tal aprofundar os seus conhecimentos em TEA? Nesta edição do Mingau de Aveia, o podcast da Unimed VTRP, a psicóloga Viviane Molinaro dos Reis fala mais sobre o tema, de forma didática e acessível. Confira:

Fontes consultadas: Unimed do Brasil, Papirus, Revista Educação Especial, Scielo, InformaSUS Ufscar.

Categoria: Imaginamente