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Meu médico, minha vida

Na semana em que se comemora o dia deste profissional (18/10), a Unimed VTRP destaca a importância de os pacientes elegerem um de referência

18 de outubro de 2013

Fleischhut, que se aposentou em março, é da época em que o profissional atendia o paciente de forma integral

Doutor Günter Gauby Fleischhut é da época em que o número de médicos em Lajeado mal enchia uma mão e a profissão tinha uma notória peculiaridade: atendia praticamente tudo, desde exames clínicos, cirurgia, ginecologia e até partos. Mas o perfil de assistência foi mudando e ele diz ter presenciado uma explosão de especialidades médicas na década de 1980. “Foi muito bom por conta dos avanços tecnológicos. E por que seria impossível entendermos em detalhes todos os setores. Entretanto, infelizmente os pacientes deixaram de ter um médico de referência que pudesse prestar o primeiro atendimento em situações comuns”, analisa o profissional.    

Com 86 anos de idade e aposentado desde março, Fleischhut é a voz da experiência. Conclui o que estudos contemporâneos também apontam: a necessidade de as pessoas voltarem a eleger médicos de confiança que as acompanhem nas diferentes fases da vida. “Há um resgate da importância de um profissional generalista, que possa resolver tanto uma infecção respiratória como uma dor nas costas”, comenta a médica promotora da saúde do Espaço Vida Unimed em Santa Cruz do Sul, Cynthia Caetano.

Ela observa que ao invés de buscar um médico de família – habilitado a dar uma primeira orientação e resolver boa parte dos casos – os pacientes procuram direto o especialista. E, muitas vezes, quando não conseguem uma consulta imediata no consultório, acabam por procurar o plantão hospitalar, o que também não é o ideal. Apesar de se referir ao médico de família, Cynthia diz que este papel de referência pode ser assumido por qualquer especialista que se sinta apto a esta função.

 

Gerenciamento da saúde

Segundo a médica, a população brasileira acima dos 50 anos está aumentando e enfrentando patologias que poderiam ter sido evitadas com hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e uma alimentação equilibrada. A lista de doenças crônicas que acomete esse público inclui hipertensão, diabetes, dislipidemia (níveis altos de colesterol e triglicerídeos) e transtornos de humor, como ansiedade e depressão. “Precisamos mudar esse modelo de atendimento, através de um trabalho mais preventivo e de promoção da saúde. Por isso a importância de um médico que gerencie a saúde do paciente e fale de prevenção, ao invés de vários profissionais que somente tratem os problemas de forma fragmentada”, defende a médica.

Levantamentos mostram que pessoas acima de 60 anos e que possuem duas ou três doenças crônicas procuram, em médica, seis médicos diferentes por ano. A falta de vínculo com algum profissional também poderá prejudicar o diagnóstico de uma doença psicossomática – aquela em que o paciente tem uma queixa física para uma questão emocional. “Se o profissional conhece o seu paciente, saberá que está com um comportamento diferente do habitual, triste, deprimido ou sem motivação. E que pode estar com algum transtorno afetivo ou de humor. Às vezes é mais fácil para a pessoa manifestar uma dor de cabeça ou de estômago, do que contar que está com algum problema psicológico”, observa Cynthia. Em casos como estes, se o médico não conhece o paciente, poderá pedir inúmeros exames cujos resultados poderão não conduzir à real causa do problema.

 

Há quatro gerações cuidando da família de Tânia

Médico de família, Moisés Closs conhece bem as vantagens de não só cuidar de um paciente há mais tempo, mas também de tratar vários membros de um mesmo clã, atuando na prevenção ou na melhora da qualidade de vida destas pessoas. Com a família da professora Tânia Beatriz Dahlen, 49 anos, a relação já dura mais de 20 anos e chegou à quarta geração. Os primeiros atendimentos foram prestados à avó dela. Gostaram tanto, que aos poucos os pais e as duas irmãs de Tânia, além do marido e da filha dela, também passaram a frequentar o consultório de Closs, no Centro de Lajeado.

“Minha avó e meus pais já faleceram. O doutor sabe do nosso histórico e das situações que enfrentamos, o que facilita o atendimento. É daqueles médicos que reconhece: ‘hoje teu rosto não está muito bem’. Adoro ele. É uma pessoa que tem paciência e nos escuta com atenção”, comenta a professora. Atenção determinante no momento de um diagnóstico. “Por que um bom exame clínico e uma entrevista detalhada às vezes são mais eficazes que alguns exames complementares”, explica Closs. Por conta deste modo de atendimento, consegue resolver mais de 70% dos casos que chegam ao consultório.

 

Reconhecimento pela dedicação

Para marcar o Dia do Médico – comemorado nesta sexta-feira (18/10) – a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) está convidando os pacientes a enviarem recadinhos para seus médicos cooperados. Basta acessar o site da Cooperativa (www.unimedvtrp.com.br) ou a página no Facebook e preencher o formulário. A ação, que iniciou dia 1º, encerra-se neste domingo (20/10).

 

Médico de família, Moisés Closs consegue resolver mais de 70% dos casos que chegam ao consultório

Categoria: Unimed VTRP