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Saúde

Anticoncepcional x trombose: tire suas dúvidas sobre essa relação

Se você é mulher, é muito provável que já tenha lido ou ouvido falar da relação entre o uso contínuo de anticoncepcionais combinados (que contêm estrógeno e progesterona em sua formulação) e o aumento das chances de se desenvolver trombose. Essa incerteza faz com que muitas usuárias manifestem dúvidas sobre o uso da pílula. Afinal, esse medicamento é seguro? A médica ginecologista Renata Becker Jucá, de Santa Cruz do Sul, garante: conforme pesquisas, o risco de trombose associado ao uso da pílula existe, mas é relativo e depende de alguns fatores de risco que são individuais.

“Diversos estudos indicam que o uso de contraceptivos orais combinados aumenta as taxas de trombose quando comparado com mulheres não usuárias de pílula em idade reprodutiva. O risco, porém, está na associação de fatores. Mulheres com histórico de tromboembolismo venoso, fumantes, que apresentam varizes com flebite, câncer, diabetes, hipertensão arterial não controlada, enxaqueca com aura, cardiopatia com taquicardia, obesidade, passaram por grandes cirurgias e hospitalização ou têm idade superior a 50 anos, possuem maior tendência a desenvolver a doença”, explica a médica. Nesses casos, o indicado é dar preferência a outros métodos contraceptivos como DIU, injetáveis ou pílulas que contenham somente um hormônio.

 

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Em mulheres saudáveis, esse risco é mínimo. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as chances de desenvolvimento da doença em usuárias de anticoncepcionais são menores do que aquelas associadas à gravidez e ao puerpério (período pós-parto), por exemplo. “Costumamos dizer que os benefícios dos
anticoncepcionais superam os riscos”, ressalta Renata, que lista os pontos positivos da pílula:

  • Regulariza os ciclos menstruais, diminuindo a duração e o fluxo sanguíneos;
  • Reduz a frequência e a intensidade das cólicas menstruais;
  • Melhora os sintomas da Tensão Pré- Menstrual (TPM), especialmente quando usada de forma contínua;
  • Diminui a incidência de: gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, câncer de intestino, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos;
  • Evita a perda de massa óssea, prevenindo a osteoporose;
  • Ajuda a evitar a incidência de ovários policísticos / anovulação crônica;
  • Controla a acne e o hirsutismo (aparecimento de pelos em locais comuns aos homens, como o rosto).

 

Portanto, não há motivo para pânico. O ideal é que a mulher escolha o contraceptivo em consenso com o seu médico. Somente um profissional pode indicar uma pílula que tenha menos efeitos colaterais e que seja mais adequada para cada paciente.

 


Quer saber mais o assunto? Então clique aqui e confira outras orientações da médica ginecologista em uma matéria da revista Simples Assim.


 

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