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Autismo: saiba mais sobre essa condição especial

Autismo é um transtorno que afeta o desenvolvimento de uma pessoa e que precisa de acompanhamento profissional

02 de abril de 2020

O autismo é um transtorno que afeta a capacidade de se comunicar e socializar com outras pessoas. Não se trata de uma doença, mas de uma forma diferente de ser e de enxergar o mundo. Cada autista é singular, com uma visão diferente sobre cada coisa e, só porque não se comportam da forma “esperada”, não significa que “não são normais”.

Existem muitas fontes distintas quanto ao surgimento do autismo, por isso, é necessário um diagnóstico médico, que, por vezes, pode se basear em histórico familiar, pois, na maioria dos casos, o problema é genético.

O que é o autismo?

O autismo é um dos transtorno do neurodesenvolvimento, portanto é considerado uma síndrome, não tendo cura. Ele pode, porém, ser tratado com terapias comportamentais, o que proporciona uma melhora no quadro do desenvolvimento do autismo. Isso depende de um diagnóstico precoce e de uma equipe de profissionais que ofereçam suporte para a estimulação necessária. Atualmente, o autismo é classificado como um transtorno em que uma a cada 54 crianças que nascem tem traços de autismo.

Quais são as principais características do espectro?

Para entender e identificar os sinais do autismo, os pais precisam ficar atentos desde cedo ao comportamento dos seus filhos. Como cada caso é muito particular, o ideal é a avaliação de vários especialistas no Transtorno do Espectro Autista (TEA): neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, por exemplo. As seguintes características podem ser sinais de autismo:

  • Pouca ou quase nenhuma vontade de falar
  • Quando é chamado faz de conta que não escuta, uma surdez aparente
  • Movimentos estereotipados como pendulares e repetitivos de tronco, mãos e cabeça
  • Entusiasmo muito grande em situações que não pedem tanta empolgação
  • Dificuldade de concentração ou hiperfoco em um determinado assunto
  • Falta de contato visual (podendo ser notado precocemente em bebês na hora da amamentação, pois muitos com TEA não fazem o contato visual)
  • Interesse alimentício por apenas um tipo específico de alimento (hipersensibilidade)
  • Incômodo em ambientes barulhentos ou muito iluminados (hipersensibilidade auditiva)

Autismo e educação: um crescimento saudável

Atualmente, existem três níveis de autismo: o leve, que demanda pouco apoio; o moderado, que demanda apoio substancial; e o severo, que demanda muito apoio substancial. Em todos os graus, é possível realizar terapias (diárias) que podem levar a pessoa com TEA a ter maior qualidade de vida.

Segundo informações do Ministério da Educação, é um direito das pessoas com essa condição o acesso livre às escolas, sem que haja prejuízos ao seu aprendizado.
Conhecer os professores e fazer uma relação entre pais-professores-médicos/terapeutas é essencial para garantir que as crianças portadoras de autismo atinjam o seu auge de desempenho, a fim de adaptá-las ao ambiente escolar no seu tempo e cumprindo o currículo estabelecido de acordo com as suas necessidades.

Fonte: Papirus, Revista Educação Especial, Scielo, www.ufrgs.br/jordi/171-autismo/o-que-e-autismo
Texto: Unimed Brasil com o apoio da Associação Pró-Autismo Azul como o Céu (Lajeado)

Categoria: Filhos e Gestação