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Bons hábitos para a memória: 6 atitudes do dia a dia para cuidar do seu cérebro

07 de agosto de 2026

 Você já entrou em um cômodo e esqueceu o que ia fazer? Ou demorou para lembrar o nome de alguém? Pequenos esquecimentos fazem parte da rotina e nem sempre são motivo de preocupação. Várias situações podem interferir no bom funcionamento da memória, como qualidade do sono e estresse. Por outro lado, bons hábitos como atividade física regular e alimentação equilibrada podem estimular e fortalecer a memória ao longo da vida. Também é importante manter o cérebro ativo com leituras, jogos, palavras cruzadas ou aprendendo algo novo. 

 As escolhas que fazemos hoje, na rotina, ajudam a proteger o cérebro e a preservar a memória ao longo dos anos.  

Como a memória funciona (e por que os hábitos importam) 

O cérebro não registra tudo o que acontece ao nosso redor, como uma câmera ligada o tempo todo. Ele seleciona ativamente o que merece ser guardado. Esse trabalho passa por quatro etapas: a informação é captada pelos sentidos, codificada em um formato que o cérebro compreende, armazenada e, por fim, recuperada quando precisamos dela. 

Também existem diferentes “camadas” de memória. A memória sensorial retém impressões dos sentidos por uma fração de segundo; a memória de curto prazo guarda informações por segundos ou minutos, para uso imediato; e a memória de longo prazo arquiva fatos, eventos e habilidades de forma duradoura. As emoções têm papel importante nesse processo: quando um estímulo vem acompanhado de uma emoção forte, o cérebro entende que aquela informação é valiosa e a transfere para a memória de longo prazo, é por isso que um cheiro de bolo ou de chuva pode despertar lembranças de décadas atrás. 

E onde entram os hábitos? Cada uma dessas etapas depende de condições biológicas adequadas: nutrientes que alimentam o cérebro, sono que consolida o que foi aprendido, atenção disponível para captar o que importa. É exatamente aí que a rotina faz diferença. 

Esquecer é sempre sinal de alerta? 

Não. Esquecimentos pontuais são comuns e fazem parte do funcionamento normal do cérebro, inclusive no envelhecimento. 

É frequente, por exemplo, que pessoas mais velhas descrevam a juventude em detalhes, mas tenham dificuldade de lembrar o que fizeram na semana passada. Isso acontece porque as memórias antigas já estão profundamente consolidadas, reforçadas ao longo de décadas. O que muda com a idade é a velocidade de processamento e a formação de novas memórias de curto prazo, que se tornam mais lentas. Esse fenômeno faz parte do envelhecimento cognitivo normal e é diferente das demências, como o Alzheimer. 

Por outro lado, quando o esquecimento passa a interferir nas atividades do dia a dia ou se intensifica com o tempo, o caminho certo é buscar avaliação médica. Quanto mais cedo a investigação, melhores as possibilidades de cuidado. 

6 bons hábitos para a memória 

1. Coloque frutas ricas em flavonoides no prato. Os flavonoides são pigmentos naturais responsáveis pelas cores vibrantes de frutas e vegetais e estão entre os compostos mais estudados quando o assunto é saúde cerebral. Uma pesquisa da Universidade de Harvard concluiu que pessoas com maior consumo diário de flavonoides têm 19% menos chances de relatar problemas de memória. Maçã, morango, mirtilo, banana e laranja se destacam pela concentração desses compostos, e incluí-las no cardápio já ajuda a elevar a ingestão ao longo do dia. 

2. Aposte no ômega-3. Presente em peixes mais gordurosos, como o salmão, e em oleaginosas, como as nozes, o ômega-3 traz benefícios tanto para a saúde do cérebro quanto para o coração. Priorize as fontes alimentares no dia a dia e, antes de considerar qualquer suplemento, converse com seu médico ou nutricionista. 

3. Durma bem. É durante o sono que o cérebro organiza e consolida o que foi vivido e aprendido no dia. A privação de sono prejudica diretamente a capacidade de armazenar informações, por isso, noites mal dormidas costumam se traduzir em dificuldade de concentração e lapsos de memória logo em seguida. Criar uma rotina regular de horários e reduzir estímulos antes de deitar são passos simples que fazem diferença. 

4. Gerencie o estresse. A tensão contínua também compromete o armazenamento de informações. Reservar momentos de pausa, cultivar atividades de lazer e praticar técnicas de relaxamento ajudam a dar ao cérebro as condições de que ele precisa para memorizar bem. Se o estresse ou a ansiedade estiverem constantes, buscar apoio profissional é um cuidado importante. 

5. Reduza o tempo de tela. O consumo excessivo de conteúdo digital pode gerar fadiga cognitiva, comprometendo o foco e a atenção e, sem atenção, a informação nem chega a ser captada pelo cérebro. Estabelecer pausas ao longo do dia, limitar o uso antes de dormir e privilegiar momentos offline são atitudes que beneficiam a memória em qualquer idade. 

6. Mantenha o acompanhamento médico em dia. Cuidar do corpo é a forma mais eficaz de proteger o cérebro: condições como pressão alta, diabetes e colesterol elevado, quando não controladas, também afetam a saúde cerebral. Aproveite as consultas de rotina para conversar com seu médico sobre a sua saúde cognitiva — especialmente se você ou sua família notarem mudanças na memória. 

Prevenção que começa hoje 

Não existe fórmula mágica para a memória, existe constância. Pequenas escolhas repetidas todos os dias, como dormir melhor, comer mais frutas e desligar as telas um pouco mais cedo, constroem ao longo dos anos uma reserva importante de saúde para o cérebro. 

E lembre-se: esquecimentos fazem parte da vida, mas você não precisa lidar com dúvidas ou preocupações sozinho. O acompanhamento médico regular é o melhor aliado para cuidar da sua saúde e da memória. 

Artigo original do Viver Bem Unimed

Categoria: #CuidarDeVocê