{"id":880,"date":"2017-12-15T14:48:24","date_gmt":"2017-12-15T16:48:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/?p=880"},"modified":"2017-12-15T14:49:22","modified_gmt":"2017-12-15T16:49:22","slug":"o-que-falar-quando-uma-pessoa-descobre-um-tumor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/o-que-falar-quando-uma-pessoa-descobre-um-tumor\/","title":{"rendered":"O que falar quando uma pessoa descobre um tumor?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer \u00e9 sempre um momento dif\u00edcil. Quando ocorre com algu\u00e9m pr\u00f3ximo de n\u00f3s (familiar, amigo ou vizinho), a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais delicada. Mas \u00e9 importante entender que os sentimentos de \u201cn\u00e3o saber como lidar\u201d e \u201cn\u00e3o saber o que dizer\u201d s\u00e3o comuns. Para ajudar, a psic\u00f3loga Cibele de Bem Alves Nemecek, do Espa\u00e7o Viver Bem e da Cl\u00ednica de Oncologia da Unimed, d\u00e1 algumas dicas:<\/p>\n<p>\u201cDescobrir que um parente ou amigo est\u00e1 com um c\u00e2ncer e n\u00e3o saber como lidar \u00e9 perfeitamente normal. A pessoa tamb\u00e9m est\u00e1 descobrindo como ela pr\u00f3pria deve lidar com a descoberta da doen\u00e7a. Portanto, \u00e9 um aprendizado para ambas as partes. Cada um reage de um jeito, n\u00e3o existe f\u00f3rmula m\u00e1gica\u201d, afirma a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Em muitos casos, \u00e9 comum o afastamento ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. No entanto, \u00e9 essencial que familiares e amigos estejam por perto para apoiar. \u201cA pessoa que descobriu a doen\u00e7a precisa de espa\u00e7o. Deixe que ela escolha o melhor momento para desabafar. Apenas esteja l\u00e1, dispon\u00edvel. Tente n\u00e3o tocar no assunto e fale de outras coisas. Quando ela quiser e sentir-se \u00e0 vontade, ela vai falar\u201d, orienta Cibele.<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga, ouvir \u00e9 a regra de ouro. \u201cLembre-se que voc\u00ea pode apenas escutar e guardar as suas perguntas para outro momento. Esteja presente mesmo que n\u00e3o diga nada. Evite falar de casos em que a pessoa sobreviveu ou faleceu, pois cada caso tem as suas particularidades\u201d, lembra a profissional.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m evitar frases como \u201ctudo vai correr bem\u201d se voc\u00ea n\u00e3o sabe como vai ser. \u201cA pessoa precisa saber que pode desabafar e ser verdadeira com voc\u00ea, por isso, seja positivo mas n\u00e3o d\u00ea falsas esperan\u00e7as. O essencial nesse momento \u00e9 a pessoa n\u00e3o se sentir sozinha.\u201d<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-614 img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cl\u00ednica_de_Oncologia_Unimed_apoio-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cl\u00ednica_de_Oncologia_Unimed_apoio-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cl\u00ednica_de_Oncologia_Unimed_apoio-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cl\u00ednica_de_Oncologia_Unimed_apoio-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cl\u00ednica_de_Oncologia_Unimed_apoio.jpg 1698w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Altos e baixos<\/strong><\/p>\n<p>O caminho a ser percorrido durante o tratamento pode proporcionar altos e baixos, que se refletem no humor e nas perspectivas de cura do paciente. \u201cSe a pessoa tiver momentos de agressividade, n\u00e3o leve para o lado pessoal, seja compreensivo\u201d, destaca a psic\u00f3loga Cibele, que complementa: \u201cfa\u00e7a companhia nas sess\u00f5es de quimioterapia. Pelo menos leve e v\u00e1 buscar ou reveze com outro familiar e amigo. Nesta fase \u00e9 muito importante nos sentirmos queridos e amados. O amor cura o cora\u00e7\u00e3o e alma, \u00e9 a base de tudo\u201d, reflete.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que as pessoas que enfrentam um c\u00e2ncer n\u00e3o querem conversar apenas sobre a doen\u00e7a. Muitas vezes, elas desejam falar sobre assuntos do cotidiano que tragam conforto e bem-estar como, por exemplo, as vit\u00f3rias do time de futebol ou o filme que acabou de ser lan\u00e7ado. \u201cGuarde a conversa sobre o c\u00e2ncer para a pr\u00f3xima consulta m\u00e9dica, a menos que a pessoa queira falar sobre a doen\u00e7a\u201d, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>\u201cEm muitos casos, o paciente com c\u00e2ncer sabe que voc\u00ea n\u00e3o compreende de fato o que ele est\u00e1 passando, assim como n\u00e3o espera conselhos que n\u00e3o foram pedidos, muito menos\u00a0uma enxurrada de mensagens motivacionais\u201d, pontua Cibele. Por isso, lembre-se de ter em mente a regra de ouro: ouvir. \u201cSer essa pessoa \u00e9 mais importante do que voc\u00ea imagina.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Apoio na religi\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer ou a simples possibilidade de sua confirma\u00e7\u00e3o pode ser percebido, muitas vezes, como um sinal de morte, que rompe o equil\u00edbrio individual e familiar. \u201c\u00c9 t\u00e3o forte a associa\u00e7\u00e3o da morte ao diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer que, mesmo continuando a viver, essa marca antecipada permanece para sempre nas pessoas que um dia se encontraram nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, explica Cibele.<\/p>\n<p>Para lidar com isso, muitos buscam na espiritualidade ou religiosidade o apoio necess\u00e1rio. \u201cA espiritualidade \u00e9 a busca por si pr\u00f3prio, consigo e com os que est\u00e3o ao redor, com uma express\u00e3o de vida ou com Deus. Ela ajuda as pessoas a descobrir um prop\u00f3sito na vida, a compreender as dificuldades que se apresentam e desenvolver suas rela\u00e7\u00f5es com Deus ou com uma for\u00e7a superior\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga argumenta que essa busca \u00e9 importante, pois auxilia no enfrentamento dessa fase delicada da vida. \u201cAlguns buscam respostas em seu interior, outros encontram esse apoio espiritual externamente, por meio da ajuda ao pr\u00f3ximo ou pela ajuda de alguma religi\u00e3o. Nesse contexto, a espiritualidade \u00e9 entendida como um sistema de cren\u00e7as que transmite for\u00e7a e significado aos eventos da vida. E esse suporte possibilita que as pessoas tenham atitudes positivas, melhorando a sua qualidade de vida\u201d, completa Cibele.<\/p>\n<p>Portanto, lembre-se que ouvir mais do que falar \u00e9 a regra de ouro. Fa\u00e7a com que a pessoa esteja \u00e0 vontade e s\u00f3 converse sobre aquilo que ela se sinta confort\u00e1vel para falar. Se voc\u00ea ainda tem d\u00favidas e quer apoio, busque o aux\u00edlio de um psic\u00f3logo. Ele \u00e9 o profissional indicado para lhe orientar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sentimentos de \u201cn\u00e3o saber como lidar\u201d e \u201cn\u00e3o saber o que dizer\u201d s\u00e3o comuns. Confira as orienta\u00e7\u00f5es da psic\u00f3loga Cibele.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[3],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/880"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=880"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":921,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/880\/revisions\/921"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}