{"id":1311,"date":"2020-11-03T18:39:21","date_gmt":"2020-11-03T21:39:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/?p=1311"},"modified":"2022-01-11T13:34:02","modified_gmt":"2022-01-11T16:34:02","slug":"outubro-rosa-prevencao-e-autocuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/clinicadeoncologia\/outubro-rosa-prevencao-e-autocuidado\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: Preven\u00e7\u00e3o e autocuidado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img class=\"wp-image-16359 img-fluid aligncenter img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Outubro-Rosa-Banner-Mobile-800x550px.png\" sizes=\"(max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" srcset=\"https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Outubro-Rosa-Banner-Mobile-800x550px.png 800w, https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Outubro-Rosa-Banner-Mobile-800x550px-300x207.png 300w, https:\/\/www.unimedvtrp.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Outubro-Rosa-Banner-Mobile-800x550px-768x529.png 768w\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Entre as mulheres, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o que causa mais mortalidade, sendo tamb\u00e9m o mais comum depois do c\u00e2ncer de pele. A\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.inca.gov.br\/numeros-de-cancer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer<\/a><\/strong>\u00a0(Inca) \u00e9 que, em 2020, sejam diagnosticados 66.280 novos casos e ocorram cerca de 17 mil \u00f3bitos. Por isso, h\u00e1 mais de 20 anos, a campanha Outubro Rosa promove a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Neste ano, a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) mais uma vez vai abordar a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer de mama, mas com um olhar mais amplo.<\/p>\n<p>Os eventos on-line, lives e conte\u00fados distribu\u00eddos durante este m\u00eas para clientes e comunidade v\u00e3o falar tamb\u00e9m sobre a import\u00e2ncia do\u00a0<strong>autocuidado e de um olhar sobre a sa\u00fade da mulher como um todo<\/strong>. Afinal, autocuidado \u00e9 manter a sa\u00fade em dia<\/p>\n<p>Por isso, fique atento aqui no Blog Unimed e em nossas redes sociais para saber como se prevenir e se proteger.<\/p>\n<p>Nesta publica\u00e7\u00e3o, vamos conhecer um pouco melhor o c\u00e2ncer de mama, tema central do Outubro Rosa.<\/p>\n<h4>N\u00c3O CAIA EM FAKE NEWS!<\/h4>\n<p>A desinforma\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de mama ainda \u00e9 a principal barreira a ser superada, segundo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.sbmastologia.com.br\/noticias\/cancer-de-mama-falta-de-informacao-ainda-e-barreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pesquisa da Sociedade Brasileira de Mastologia<\/a><\/strong>\u00a0(SBM), em 2019. Al\u00e9m de ter que lidar com a doen\u00e7a em si, precisamos ficar atentos a boatos e mentiras divulgados irresponsavelmente.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, os estudos evolu\u00edram e algumas orienta\u00e7\u00f5es foram revistas. Nesse artigo, vamos falar sobre algumas das principais d\u00favidas sobre o tema.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-fluid aligncenter img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimed.coop.br\/documents\/20182\/11629180\/hereditario.svg\/597be2fe-39eb-43bc-a19d-953ca49dd0a7\" alt=\"\" width=\"229\" height=\"223\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>A gen\u00e9tica pode representar fator de risco aumentado, mas a SBM alerta: mais de 80% dos casos de c\u00e2ncer de mama n\u00e3o contam com hist\u00f3rico familiar pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>Existem algumas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que aumentam o risco de desenvolver c\u00e2ncer de mama, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, isso representa apenas de 5 a 10% dos casos. Ou seja,\u00a0<strong>o fato de n\u00e3o haver casos na fam\u00edlia n\u00e3o significa que a pessoa esteja livre de riscos.<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Ent\u00e3o, quais s\u00e3o as causas do c\u00e2ncer de mama?<\/strong><\/h4>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-fluid aligncenter img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimed.coop.br\/documents\/20182\/11629180\/causas.svg\/0dfcfe3d-431c-4ac7-9afd-a80456c61f3b\" alt=\"\" width=\"247\" height=\"219\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar uma causa \u00fanica para o c\u00e2ncer de mama, mas alguns fatores est\u00e3o associados a maior incid\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Entre os fatores ambientais e comportamentais, est\u00e3o: obesidade e sobrepeso ap\u00f3s a menopausa, sedentarismo, consumo de bebidas alco\u00f3licas e exposi\u00e7\u00e3o frequente \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante (raio x, mamografias e tomografias).<\/p>\n<p>Fatores hormonais e reprodutivos tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados ao c\u00e2ncer de mama: primeira menstrua\u00e7\u00e3o (menarca) antes dos 12 anos; n\u00e3o ter tido filhos; primeira gravidez ap\u00f3s os 30 anos; n\u00e3o amamentar; menopausa ap\u00f3s os 55 anos; uso prolongado de p\u00edlulas anticoncepcionais e de reposi\u00e7\u00e3o hormonal ap\u00f3s a menopausa.<\/p>\n<p>O risco de desenvolver o c\u00e2ncer de mama aumenta com a idade, sendo mais comum entre mulheres a partir dos 50 anos de idade.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de mama em homens \u00e9 raro: representa apenas 1% dos casos, sendo mais comum em homens com mais de 60 anos e com hist\u00f3rico familiar de mulheres com c\u00e2ncer de mama ou de ov\u00e1rios.<em>D\u00favidas sobre m\u00e9todos anticoncepcionais?<\/em><\/p>\n<h4><strong>Qual \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o sobre o autoexame das mamas?<\/strong><\/h4>\n<p>Historicamente divulgado como m\u00e9todo de preven\u00e7\u00e3o, atualmente, o autoexame das mamas n\u00e3o figura entre as t\u00e9cnicas recomendadas de rastreamento do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>Isso porque, sozinho, ele n\u00e3o \u00e9 capaz de perceber os tumores com menos de 1 cm. Estudos notaram que, ao n\u00e3o sentirem altera\u00e7\u00f5es, muitas mulheres estavam deixando de consultar o m\u00e9dico com uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia de as mulheres conhecerem o pr\u00f3prio corpo. Cada mama \u00e9 \u00fanica.\u00a0<strong>O toque e a observa\u00e7\u00e3o constantes s\u00e3o as melhores formas de reconhecer quando alguma coisa est\u00e1 diferente.<\/strong><\/p>\n<p>Dados oficiais mostram que \u00e9 mais comum mulheres identificarem caro\u00e7os no seio casualmente, como no banho ou na troca de roupa, do que no autoexame mensal.<\/p>\n<p>Assim, a orienta\u00e7\u00e3o atual \u00e9 a mulher apalpar as mamas sempre que se sentir confort\u00e1vel, a qualquer tempo, mas sem nenhuma recomenda\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnica espec\u00edfica ou peri\u00f3dica. Que tal inserir esse olhar atento ao pr\u00f3prio corpo \u00e0 sua rotina de autocuidado?<\/p>\n<h4><strong>Mas o que observar? Quais os sintomas?<\/strong><\/h4>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-fluid aligncenter img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimed.coop.br\/documents\/20182\/11629180\/consulta+com+medico.svg\/ac5decd8-c41f-46a8-a0cd-fa8c59a4797e\" alt=\"\" width=\"291\" height=\"224\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ao perceber suas mamas em a\u00e7\u00f5es rotineiras, \u00e9 importante que a mulher fique especialmente atenta aos seguintes sintomas:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00f3dulo (caro\u00e7o) fixo e geralmente indolor: em mulheres com menos de 50 anos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 observar se o caro\u00e7o permanece por mais de um ciclo menstrual. Acima dessa idade, a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 imediata<\/li>\n<li>Pele da mama avermelhada, retra\u00edda ou parecida com casca de laranja<\/li>\n<li>Altera\u00e7\u00f5es no mamilo (bico do peito)<\/li>\n<li>Pequenos n\u00f3dulos nas axilas ou no pesco\u00e7o<\/li>\n<li>Sa\u00edda espont\u00e2nea (sem for\u00e7ar) de l\u00edquido de um dos mamilos<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 importante lembrar que esses sintomas n\u00e3o significam que h\u00e1 um diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer. Como indicadores, o que eles demonstram \u00e9 a necessidade de uma consulta m\u00e9dica para avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Com que idade se deve fazer a mamografia?<\/strong><\/h4>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-fluid aligncenter img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimed.coop.br\/documents\/20182\/11629180\/mamografia.svg\/2f78c644-6c01-4ff5-9d4b-c085f29598af\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"227\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>A mamografia \u00e9 uma radiografia feita a partir da compress\u00e3o das mamas para visualizar a presen\u00e7a de altera\u00e7\u00f5es suspeitas.<\/p>\n<p>A mamografia de diagn\u00f3stico pode ser solicitada em qualquer idade se houver sintomas que a justifiquem.<\/p>\n<p>J\u00e1 o exame em mulheres assintom\u00e1ticas, chamado de mamografia de rastreamento, \u00e9 recomendado para mulheres com idade entre 50 e 69 anos. De acordo com a orienta\u00e7\u00e3o mais recente do Inca, nessa faixa et\u00e1ria os exames devem ser repetidos a cada dois anos, mesmo sem sintomas.<\/p>\n<p>Para outras idades, avalia-se que os riscos do ac\u00famulo de radioatividade e de resultados errados s\u00e3o maiores que os benef\u00edcios do exame preventivo.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia do rastreamento em mulheres entre 40 e 49 anos \u00e9 limitada por v\u00e1rios fatores: menor incid\u00eancia da doen\u00e7a, menor sensibilidade em mamas mais densas e maior propor\u00e7\u00e3o de resultados de falso-positivo. Nessa faixa de idade, os casos mais frequentes s\u00e3o os de comportamento agressivo, com crescimento r\u00e1pido, e associado a sintomas, o que levar\u00e1 \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o da mamografia de diagn\u00f3stico, e n\u00e3o a de rastreio peri\u00f3dico.<\/p>\n<p>J\u00e1 o problema mais cr\u00edtico do rastreamento de mulheres com mais de 70 anos assintom\u00e1ticas s\u00e3o o sobrediagn\u00f3stico e o sobretratamento. Ou seja, existe o risco de o tratamento e seus efeitos colaterais serem mais danosos \u00e0 paciente que o n\u00f3dulo em si.<\/p>\n<p>Importante: o exame cl\u00ednico e a mamografia identificam altera\u00e7\u00f5es suspeitas, mas a confirma\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer precisa ser feita em laborat\u00f3rio pelo exame histopatol\u00f3gico, ap\u00f3s uma bi\u00f3psia, quando uma pequena parte da les\u00e3o \u00e9 retirada para an\u00e1lise.<\/p>\n<h4><strong>\u00c9 poss\u00edvel evitar o c\u00e2ncer de mama?<\/strong><\/h4>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-fluid aligncenter img-responsive img-shadow\" src=\"https:\/\/www.unimed.coop.br\/documents\/20182\/11629180\/preven%C3%A7%C3%A3o.svg\/03e1a63f-da18-4ee5-a1fa-fee1059ba58a\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"194\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o existe uma receita infal\u00edvel contra a maior parte dos c\u00e2nceres, mas estima-se que cerca de 30% dos casos de c\u00e2ncer de mama poderiam ser evitados com a ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como: manter o peso adequado, alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e pr\u00e1tica regular de atividades f\u00edsicas.<\/p>\n<p>Amamenta\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o (conversada com m\u00e9dico) do uso de horm\u00f4nios sint\u00e9ticos, como p\u00edlulas anticoncepcionais e terapias de reposi\u00e7\u00e3o hormonal, ajudam a reduzir os riscos de desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Independentemente da idade, \u00e9 fundamental a mulher estar atenta ao pr\u00f3prio corpo para reconhecer suas varia\u00e7\u00f5es naturais e identificar altera\u00e7\u00f5es suspeitas. Esse autoconhecimento, aliado a visitas regulares ao m\u00e9dico, ajuda no diagn\u00f3stico precoce e aumenta as chances de sucesso de um eventual tratamento. Que tal fazer desse olhar atento um novo h\u00e1bito?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as mulheres, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o que causa mais mortalidade, sendo tamb\u00e9m o mais comum depois do c\u00e2ncer de pele. A\u00a0estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer\u00a0(Inca) \u00e9 que, em 2020, sejam diagnosticados 66.280 novos casos e ocorram cerca de 17 mil \u00f3bitos. 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