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Saúde

Bullying: o que é e como identificar

 

Cartoon Network está divulgando a campanha “Chega de Bullying“. Uma iniciativa bacana em parceria com o Facebook e as ONGs globais Visão Mundial e Plan International, convoca estudantes e adultos do Brasil e de toda América Latina a assinar um compromisso contra o bullying e a se unirem para acabar com esta prática nas escolas.

O termo inglês bullying vem sendo utilizado em todo o mundo para descrever atos repetitivos de violência física, verbal e psicológica. Casos como os de crianças e adolescentes humilhados ou hostilizados na escola são os mais comuns. Quanto antes forem diagnosticados, mais fácil será ajudar o indivíduo vitimizado e menores serão as chances de traumas psicológicos no futuro.

 

Quando perceber o bullying

Aos 3 anos já dá para identificar reações de bullying. Tapas e mordidas freqüentes, sempre na mesma vítima, são algumas características. À medida que as crianças crescem, o abuso se torna mais psicológico. Nas meninas, o mais comum é fazer fofocas, ficar “de mal”, excluir.

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Nem tudo é bullying: como identificar

Naquele dia em que seu filho voltou com um arranhão para casa, depois de brigar com um coleguinha, ele tinha sofrido bullying? Calma. Não é bem assim. Existe uma maneira de brincar, entre as crianças, que é mais agressiva mesmo.

Os meninos que brincam de luta podem se arranhar. Às vezes, até chorar de dor ou susto. E isso é normal. O que vai assegurar que é uma brincadeira é a diversão das crianças. Nesses casos, não interfira: brincar de brigar é um exercício e ensina as crianças a resolver conflitos e a ter limites.

O bullying é diferente das brigas com causa, como a disputa por um brinquedo. Resolvido o conflito, as crianças voltam a brincar juntas. Para ser bullying, a agressão tem de ser intencional e repetitiva, ou seja: dia após dia, a criança passa por situações que causam dor ou sofrimento.

Observe ainda a idade das crianças: se existe diferença maior que dois anos é preciso intervir. Isso porque as brincadeiras devem ocorrer entre iguais: se há desequilíbrio de poder, é bullying. E, finalmente: se os sentimentos da vítima são de angústia, medo, terror e tristeza, é bullying. A criança que não se importa com apelidos e consegue se defender não sofre bullying.

 

O que fazer

Se os pais descobrem que o filho é vítima de bullying, devem procurar imediatamente a escola para que se interrompa o procedimento. Importante é sempre demonstrar para a criança que ela é amada, e que a culpa não é dela. É preciso fazer tudo para melhorar a auto-estima da vítima. Afinal, além da queda do desempenho escolar, da depressão e da insegurança, as sequelas podem durar toda a vida e causar transtornos psíquicos graves, que podem resultar em suicídio ou no desejo de vingança.

Se a escola não tomar providências, os pais devem recorrer ao Conselho Tutelar, para exigir que o colégio cumpra a obrigação de proteger a criança. O melhor é que a escola trabalhe com a prevenção. Afinal, quanto mais cedo se intervir, mais chances os envolvidos terão de se recuperar. O ideal é tratar, no dia-a-dia, valores como fraternidade, compaixão, respeito. Desde pequenos, os pais devem ensinar isso em casa. Se o seu filho é o agressor, mostre que o ama, e que desaprova seu comportamento.

 

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Existe bullying quando…
– As agressões, físicas ou psíquicas, são repetitivas e intencionais, contra a mesma criança, por muito tempo;
– Não existem motivos concretos para as agressões;
– Há desequilíbrio de poder: o agressor é mais forte ou mais poderoso que a vítima;
– O sentimento que causa nas vítimas é de medo, angústia, opressão, humilhação ou terror;
– A diferença de idade entre as crianças é maior que dois anos. Mesmo que o menor seja mais forte.


E não existe quando…
– As agressões são casuais ou pontuais. As crianças logo estão brincando juntas de novo;
– As brigas são causadas por motivos como a disputa de um brinquedo;
– A brincadeira, mesmo que mais agressiva, é entre iguais;
– Os papéis se alternam: a criança que hoje é a vítima na brincadeira, na semana seguinte pode ser o agressor;
– O sentimento na brincadeira é de alegria. A criança gosta dos apelidos e se diverte nas brincadeiras.

 

Com informações da Revista Crescer.

 


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